Wednesday, April 7, 2010

COR, ALINHAMENTO, NATUREZA E LUXO (CS S.RAFAEL ATLÂNTIC HOTEL)

O contacto com a cadeia de hotéis CS já não era de agora. Há alguns anos, aquando da inauguração do CS S.RAFAEL SUITE HOTEL próximo à praia de S.Rafael em Albufeira, tivemos o privilégio de ter uma visita guiada pela unidade. Nesta época, ao início dos anos 2000 dava-se a explosão dos estilos modernos no que diz respeito ao design e cor nas linhas de mobiliário, candeeiros, texturas dos tecidos e, os primeiros regressos do papel de parede dos anos 70 e 80. Ficámos rendidos pelo encanto e harmonia que os padrões, conjugados por profissionais, davam àquele espaço. As suites estavam luxuosamente equipadas e obedeciam ao mais elevado grau de modernidade e conforto a que já estamos habituados nos hotéis de construção mais recente. Passados alguns anos, somos surpreendidos pelo crescimento da cadeia com a implantação de várias unidades hoteleiras um pouco por todo o país (Ex: Douro, e Montargil), mas com forte aposta na região do Algarve, nomeadamente entre as praias de S.Rafael e os Salgados. Nestas férias da Páscoa decidimos então sentir o verdadeiro potencial das letras CS ao reservarmos o mais recente membro desta cadeia, o CS S.Rafael Atlântic Hotel. A aproximação ao hotel faz prever um espaço luxuoso onde o verde das palmeiras se mistura com o castanho terra do edifício de apenas 2 pisos acima do solo. O lobby é grandioso em área e em altura e minimalista em decoração. A parede à nossa direita ganha cor com 8 LCD’s de grande dimensão em cada um dos lados, que a decoram quais quadros que lhe dão vida e movimento. A base dessa mesma parede é rasgada por uma lareira de proporções pouco habituais, em formato longitudinal a funcionar com carvão vegetal. O centro deste moderno espaço que convida a entrar e a estar, é decorado por sofás em pele bege que têm medidas também elas pouco convencionais pois ultrapassam seguramente os 3 metros. Bancos em madeira geometricamente talhada acompanham estes espaços de sentar, posicionados em linhas obliquas, como se de um sítio de paragem se tratasse. Os momentos que antecedem a entrada nas suites continuam a constituem para nós, que já temos um excelente portfólio de hotéis de 4 e 5 estrelas, um momento de suspense em busca da inovação e da surpresa, que apenas é esbatida pelas imagens que são disponibilizadas online. Esperava-nos uma espaçosa suite, luxuosamente decorada e pintada de castanho dourado. As camas twin cuidadosamente alinhadas, com cabeceiras em ripas de madeira convidavam a deitar logo naquele momento, tal era o conforto emanado pelas almofadas e edredons. O espaço de banho é o que mais se altera a cada construção de um novo hotel. Aqui, estes locais mereceram uma cuidadosa separação encontrando-se posicionados próximo da entrada, apenas divididos do espaço principal da suite por uma pequena parede que suporte o lavatório e o espelho. Em cabines separadas estão depois os sanitários e a zona de duche, esta de dimensões invulgares permitindo a entrada de várias pessoas e banhos simultâneos em família. Da varanda da suite avista-se um jardim de palmeiras rasgado por um riacho artificial de água e ao fundo, o mar. Os espaços exteriores do hotel estão cuidadosamente cuidados e repletos de palmeiras e oliveiras, cuidadosamente alinhadas e a perder de vista. Atravessar estes magníficos jardins constitui motivo de calma e deambulação que só é interrompido pelo brilho e reflexão nas calmas águas das 3 piscinas exteriores. Os trilhos entre este jardim de luxo conduzem-nos praticamente até à praia de S.Rafael. Este pedaço de areia e falésia que a natureza ali colocou é uma bênção para quem a observa num fim de tarde de uma primavera envergonhada pelas nuvens que deixam espreitar um sol preguiçoso. A areia é dourada e a água de um cristalino poderosamente atraente que me atreveria a dizer, único mundo. O resort está equipado com um SPA moderno onde os tratamentos disponíveis são diversificados e acessíveis. Existem 2 piscinas interiores de água aquecida e fundo cristalino forradas com ladrilhos de cores castanha, dourada e esverdeada que de média dimensão e que se enquadram com os restantes tons do chão e das paredes. Uma curiosidade foi observar inúmeras decorações feitas com pedras de lava vulcânica (pedra pomes). Encontramo-las nos rebordos das piscinas e dentro de grandes recipientes em vidro. O ginásio é grande e muito bem equipado.
Por todos os lados a cor que predomina é o castanho dourado que serve de base aos outros apontamentos da decoração que vão desde os caixilhos das janelas aos cortinados em tiras finas que as decoram sem taparem a visibilidade para o exterior. A sala do restaurante Seven Seas tem características arquitectónicas particulares. Sendo um espaço de grande dimensão, foi projectado quase como um open space, pois todas as paredes que a envolvem transmitem a sensação de um espaço aberto, com tectos altos a comunicarem com o piso superior onde foi aproveitado o rebordo final da parede para um engraçado jardim interior onde os cactos são reis e senhores. O resto do envolvimento da sala são enormes painéis de vidro que mostram os jardins de palmeiras e oliveiras e o verde da relva aparada como de um tapete se tratasse. No que diz respeito à gastronomia, não temos ainda por hábito utilizar regularmente os restaurantes dos hotéis, não porque a cozinha e os serviços não o mereçam, mas porque consideramos as tarifas ainda exageradamente elevadas. Assim, desta nossa curta estadia pelo Algarve fez também parte a procura de espaços gastronómicos recomendados pelo inseparável Lifecooler, que até hoje sempre nos surpreendeu. Ironicamente, pois não tínhamos feito um planeamento prévio, encontrámos 2 magníficos restaurantes muito próximos do hotel, dignos de referência neste post. O primeiro, a pouco metros da rotunda que nos conduz à Guia, encontra-se um pouco mais acima, do lado esquerdo, na localidade de Vale da Parra, na estrada que nos conduz à capital do frango. Tem parque privativo com uma placa iluminada que permite a sua identificação, pois aquela que se encontra na parede do restaurante pode passar incógnita por ter pouca iluminação. O restaurante Casa do Avô oferece-nos um regresso ao passado com uma decoração típica onde predominam as alfaias agrícolas e os utensílios utilizados nos animais que ajudavam no tratamento da terra. O serviço é de excelência e o conceito que predomina é o de slow-food, podendo-se iniciar a refeição com um magnífico buffet de entradas onde temos à disposição desde os enchidos que típicos da região, até aos peixinhos da horta ou a deliciosa courgette que se derrete na boca. A ementa é sofisticada e as opções difíceis de tomar na hora da escolha. Acabámos por optar por um prato de peixe e outro de carne. O tamboril à bulhão pato com amêijoas e camarão estava delicioso. A segunda opção recaiu sobre o peito de pato confitado com mel e amêndoas do Algarve. Não consigo dizer aqui qual dos dois estava melhor. Para outra das refeição escolhemos o restaurante Castelo do Bispo. Fomos encontrá-lo numa encosta sobranceira à Marina de Albufeira seguindo a estrada da Orada. Encontra-se ao cimo dessa estrada do lado esquerdo. A vista é magnífica com a marina à direita e o Oceano Atlântico pela frente. Entrar no restaurante é regressar de imediato à cultura muçulmana. Predominam os tons de azul e por todo o lado se encontram apontamentos decorativos que nos transportam de imediato para os países magrebinos. O espaço não é grande mas a contar com os espaços exteriores há lugar para umas dezenas de lugares sentados. À entrada do Castelo ainda há espaço para uma zona de estar com sofás onde se pode esperar tranquilamente por uma mesa em dias de maior afluência. As nossas escolhas recaíram sobre o bacalhau com broa e cestinho de alheira recheada e o peixe do dia à escolha. O bacalhau era delicioso, vinha acompanhado com batatas assada, uma cebola macia a aveludada e as verduras vinham acomodadas dentro de um cesto de alheira com um sabor sem descrição. O Salmonete grelhado também fez as delicias dos comensais. Para fechar a refeição deliciámo-nos com um leite-creme acabado de queimar e um bolo de chocolate com frutos silvestre e gelado (tipo petit-gateau). Para acompanhar o café foi-nos oferecido como cortesia 3 mini suspiros ainda quentinhos e deliciosamente macios. Despedimo-nos do dono daquele espaço com breves trocas de palavras sobre o gosto pela decoração muçulmana e sobre as características atípicas do tempo desta ano que não lhe têm permitido explorar os seus terraços exteriores como tanto gosta. Foram mais umas experiências gastronómicas que nos marcaram e passaram a fazer parte da nossa já longa lista de magníficas "life experience".

TUDO NUM SÓ TEMPO (LONGEVITY WELLNESS RESORT MONCHIQUE)

Uma colega, numa pesquisa na net sem pretensões de algo em concreto, apresentou-me com ar surpreendido, um hotel novo que descobrira por acaso na região de Monchique. O meu gosto especial pelo património turístico do nosso país, fez-me apurar os pormenores e as características disponíveis quer no site http://www.longevitywellnessresort.com/ quer nos sites protocolados e divulgadores desta nova unidade hoteleira. A decisão de reservar foi fácil de tomar, pois tal eram os serviços disponíveis e a beleza do que estava disponível para observar via internet. A única dúvida que nos fez adiar a decisão da reserva prendia-se com o preço das tarifas que, para esta época do ano, considerámos demasiado elevadas. Depois veio a pena e a frustração, pois o meu blog bem merecia um post sobre este magnífico resort. Uma bela manhã, logo bem cedo, de novo à volta das minhas pesquisas, surgiu no www.booking.com a oportunidade de garantir uma reserva a uma tarifa promocional de abertura, atractiva e com várias ofertas: massagem assinatura, criança grátis e acesso ao Medical SPA.
Chegado e dia e feito o trajecto até São Marcos da Serra, o GPS sugeria uma rota rápida atravessando esta localidade rumo a Monchique. A estrada a partir daqui é boa, com bom pavimento, não fossem as curvas que teimosamente contornavam o relevo. Cerca de 39km depois chegámos à bela Vila de Monchique que permanece na sua beleza exuberante no meio do verde da serra. Para chegar ao hotel segue-se a estrada de Portimão, a caminho das Caldas de Monchique e, após passar o desvio para as Termas, encontra-se o hotel a curta distância mais a baixo e do lado esquerdo. O acesso à recepção é feito contornando o edifício por estrada ainda completamente por acabar, pois nesta data de 28 de Março, a unidade tem cerca 8 dias de vida. O carro ficou da cor do pó. A curta distância até à recepção deixa perceber um edifício com uma arquitectura particular em módulos independentes que se continuam pela encosta abaixo. A recepção dos clientes é calorosa e amável, com colaboradores da região, a julgar pelo sotaque. No primeiro contacto com os funcionários, percebe-se logo um pormenor que suscita curiosidade e dúvida; na placa que identifica o nome de cada colaborador, em vez do sobrenome, surge o nome de uma localidade. Primeiro, ao olhar para um, pensa-se que o sobrenome está correcto e corresponde à pessoa (ex: Cláudia Portimão) mas, em conversa com o colaborador que nos auxiliou nas bagagens, esta curiosidade fica parcialmente satisfeita, sendo dito que esta é uma forma de estabelecer mais proximidade entre os funcionários e os clientes. Bem, a ideia é muito original, mas que relação é que cada pessoa tem com o nome da localidade que aparece por debaixo do seu nome? Essa curiosidade ficou satisfeita algum tempo depois quando, em passeio pelos diversos recantos do edifício, nos deparámos com uma sala de jogos, requintada, sofisticada e muito distinta. Os tons que predominam são o castanho, o vermelho e o cinzento. A separar este espaço da zona de circulação encontra-se uma gigantesca parede de pedra cinzenta que incorpora na sua base, uma lareira. A coordenar este espaço está o colaborador Elier Moron que nos cativa com a sua simpatia e nos explica que a localidade que se segue ao nome pode corresponder ao local de nascimento da pessoa ou a região onde esta cresceu ou viveu. Trata-se de um cubano com um ar simples mas com um discurso cuidado. Convidou-nos a sentar à mesa e desatou a explicar-nos regras de Xadrez que nos deixou aos 3 presos ao seu discurso. A dicção em português era praticamente perfeita mas o seu sotaque levou-nos a questionar sobre as suas origens. Daí até levarmos uma lição de regras sócio-políticas daquela misteriosa ilha das Caraíbas foi um ápice. As nossas questões seguiam-se em sequência a cada resposta do Elier. Ali estávamos nós a saber dos podres da política cubana, da corrupção impune do regime, da perda de nacionalidade para quem abandona a Ilha de Fidel/Raúl por mais de 11 meses, daqueles que tentam a sua sorte de barco até Miami e que deixam os seus sonhos serem devorados pelos tubarões. A conversa era cativante, as respostas por vezes dolorosas para o próprio Elier, que lá tem a família, a sua casa, os seus amigos. Perceber que ele, que já deixou a sua terra há mais de 1 ano, agora é turista na sua pátria mãe ou, que para lá trabalhar são necessárias autorizações de diversas hierarquias que muitas vezes só concedem as licenças a troco de dinheiro. O tempo no hotel foi passado entre a suite e os passeios dentro do edifício que devido à sua arquitectura adaptada ao relevo apresenta escadarias, patamares e módulos desnivelados e unidos por corredores de decoração sóbria e minimalista. Na recepção do SPA somos recebidos pela Drª Teresa Malheiro que, com simplicidade, cortesia e muita simpatia nos colocou a par dos serviços já em funcionamento e dos que, contra a sua vontade estavam atrasados. A nossa estadia previa uma massagem de assinatura especialmente criada para ser a marca do SPA. Depois de uma brilhante sessão de ginástica acompanhada pela colaboradora Sofia do “Funchal” que me fez corrigir alguns pontos de correcção postural, seguiram-se 10 minutos de banho turco e finalmente a massagem em cabine dupla com as terapeutas Sílvia de “Montes de Alvôr” e a Cristina de “Lagos”. Foram seguramente 90 minutos de trabalho muito profissional e de profundo relaxamento para nós. A massagem revelou características únicas que passo a citar: inicia-se, imaginem, por alongamentos fortes e poderosos de todos os membros e logo de seguida, é escolhido o centro do corpo, nomeadamente a região umbilical para ser feito o primeiro contacto com o óleo de massagem da marca Klapp-Aroma Symphony à base de Lemongrass e com intenso aroma a citrinos. Este é espalhado pelo corpo em toques suaves sem nunca se perder o contacto entre as diversas partes do corpo. Depois, o primeiro trabalho é feito na zona abdominal com forte tratamento a partir do apêndice xifoide, percorrendo o bordo da grelha costal e depois, num ápice, os dedos concentram-se no quadrante inferior direito do abdómen e percorrem em espiral as ansas intestinais, perfeito. Os membros inferiores, ao contrário do que é tradicional em outras massagens e em outros locais, são tratados primeiramente acima do joelho com incidência na face interior das coxas. Toda a massagem é feita com o corpo destapado e apenas aquecido com o confortável calor emanado da marquesa, o que permite sentir uma agradável sensação de leveza e de total liberdade. Enquanto estivemos entregues a estes momentos de intenso prazer o pequeno André teve direito, pelas mãos da colaboradora Mara, a uma visita guiada pelo hotel, que incluiu visita à cozinha e até direito a conhecer o Sr. Director Geral Anil Sampat. O pequeno-almoço é servido no restaurante que se encontra no final do corredor de acesso ao módulo do hotel já finalizado em termos de obra e onde ficámos instalados. A decoração é toda branca e, muitas mesas são separadas por cadeirões em pele em formato sinusóide. Uma parede toda em vidro permite a contemplação de uma paisagem quase viciante, tal é o seu poder de atracção. O pequeno-almoço é muito agradável com tudo o que é habitual em resort’s de 5 estrelas. Os colaboradores são de uma atenção extrema, sempre com uma palavra de cortesia e muito dedicados, permitindo-nos um à-vontade quase familiar, como aconteceu com o Paulo “Praia da Rocha” que ainda teve tempo para uma pequena brincadeira de magia com o pequeno André. Apenas um apontamento que não posso deixar passar: não havia pão fatiado do Alentejo ou do Algarve para servir aos clientes. Eu sou apologista de que, mesmo para um grupo ou cadeia de hotéis muito exótica, há que preservar e até divulgar os produtos da região onde se insere e o pão alentejano ou do Algarve, é único no mundo.
Numa volta pelo exterior percebe-se que muito ainda está por terminar neste hotel que pretende vir a ser o primeiro em Portugal com o conceito de “férias para tratar da saúde”. A ideia é cativar e estimular um turismo que alia o descanso e o lazer aos cuidados de saúde. Para isso, o resort está equipado com 3 pisos de Medical Spa com gabinetes médicos e de enfermagem, tratamentos específicos e um conjunto de equipamentos e programas que pretendem integrar a mente e o corpo num ambiente saudável. Estão previstas aulas de yoga, meditação, passeios pela natureza e alimentação equilibrada e adaptada ao programa pretendido e orientado pelo Médico. Quase por todo o lado nos apercebemos de que o hotel está em obras e vive-se um ambiente de Soft-opening, mas tudo é feito de forma discreta e com o mínimo de visibilidade para não incomodar quem já por cá aproveita uns dias para descansar. Alguns índices de conforto são por isso postos em causa: a estrada de acesso à recepção constituiu uma aventura para os carros e para quem os conduz, tal eram as dificuldades encontradas no asfalto; as suites, demasiado quentes não tinham ar condicionado em funcionamento; a internet só estava disponível na zona da recepção e ligada por cabo; a equipa de limpezas, constituída por senhoras locais e algumas estrangeiras, revelou-se pouco profissional, não sabendo responder a simples questões e deixando a limpeza, feita a despachar, para horas tardias. Como estou a referir os aspectos menos positivos deixo ainda a referência sobre as almofadas que considerámos demasiado altas e sem hipótese de substituição quando já estamos habituados ao menu de almofadas nas unidades de 5 estrelas dos grupos internacionais. As suites, de onde se avista a serra e o mar algarvio, com Portimão ao fundo, estão bem decoradas e predominam os tons brancos e castanhos e para ornamentar as paredes foram escolhidos quadros em tons laranja e vermelho, feitos a partir de uma planta local de onde é feita a nossa mais pura aguardente desta região, o medronho. As kitchnet’s estão equipadas com encastráveis Bosch. As áreas dos alojamentos não gozam de dimensões excessivas, pelo contrário, têm alguma limitação de espaço nomeadamente no quarto. De volta à sala de jogos voltámos à conversa com o nosso amigo Elier que perdeu uma boa parte do seu tempo a dar-me uma bela lição de como jogar xadrez. Fiquei fascinado com a sua capacidade pedagógica e agora, as regras básicas desta linguagem já não me assustam. Chegados ao fim da estadia, o balanço é feito entre aquilo que nos conseguiu surpreender e os aspectos que nos deixaram um apontamento menos agradável e já previamente mencionados. De facto numa unidade de 5 estrelas, estas pequenas falhas só se aceitam por se perceber o esforço que é visível para que tudo se apronte em benefício do bem-estar dos clientes, de outra forma não serias aceitáveis algumas das falhas apontadas. Mesmo na despedida ficámos ainda a saber de mais alguns pormenores deste projecto de dimensão sem precedentes nesta região do país. De que, no outro lado da estrada se encontra a zona 3 do resort, que, por ficar numa quota abaixo da estrada nem sequer tínhamos reparado. Aí, para além das suites, vão funcionar um cibercafé e uma biblioteca com características particulares onde os clientes podem levar o seu livro de casa e trocá-lo por um da biblioteca local. Na frente do terreno que se avista da recepção vão nascer ainda, algumas villas, que se vão perfilar encosta abaixo. Ficou a sensação muito agradável da simpatia de todos, o esforço e os sorrisos que criam um ambiente de proximidade, a beleza e ousadia da arquitectura do hotel e do excelente trabalho dos designer e arquitectos de interiores que mais uma vez, e como já se vai tornando hábito, nos surpreendem com a sua capacidade de conjugar formas e cores numa harmonia onde apetece simplesmente viver todos os dias.

Sunday, January 10, 2010

CONSOADA NO ALENTEJO (Natal 2009)

Manda a tradição no mundo cristão, que na quadra natalícia as famílias se reúnam em confraternização ao redor da mesa e dos presentes que enchem de alegria e de esperança, miúdos e graúdos. No nosso caso e desde que constituímos a nossa família, que a festa de Natal é passada de forma alternada entre Lisboa e o Alentejo, dadas as origens geográficas das nossas famílias. Este ano, é ano de Alentejo e é desta consoada que componho este post. O local de comemoração é uma linda aldeia no litoral alentejano, Almograve. A casa fica junto às dunas e a distância à praia não ultrapassa os 300 metros. O Natal em casa dos meus pais segue as linhas e as tradições habituais nas famílias portuguesas. Reúnem-se à mesma mesa os pais, os filhos, cunhados, primos e os netos. Anos à em que alguns vizinhos e pessoas singulares fazem parte desta reunião familiar, pois a noite da consoada é de dupla comemoração. Comemora-se a noite de tradição cristã e o aniversário do meu pai. As crianças aqui dão largas à imaginação pois têm espaço para brincar e podem criar e inventar brincadeiras que nos outros dias do ano são difíceis de reproduzir porque a vida nas grandes cidades as impede de terem tempo para brincar. O ambiente aqui na aldeia continua como à 20 anos atrás. As pessoas todas se conhecem e estabelecem relações em função da afinidade, das histórias de vida comuns ou das proximidades habitacionais. É comum trocarem-se pequenos mimos gastronómicos, com os vizinhos a entrarem pela casa a oferecer filhós ou pasteis que depois serão trocados por arroz doce ou um pudim que fará parte da mesa de Natal. Visitam-se os familiares mais próximos, trocam-se presentes, dando sempre maior atenção às crianças. Quando se fala de tradição e de comidas é preciso frisar que por estas paragens tudo é genuíno desde a couve que vem directamente do quintal, às batatas que foram oferecidas pelo compadre ou pelo vizinho ou conhecido que tem gosto em presentear com o que de melhor tem. As carnes são oriundas de animais criados nos pastos, praticamente isentos de rações. A confecção das iguarias e doces, seguem princípios que são frutos das experiências de cada um, muitas vezes aprendidas recentemente, outras apreciadas em restaurantes pelas mãos de conceituados Chefes de Cozinha. O resultado é uma mesa de consoada rica em menus diversificados e que muitas vezes substituem a tradição pelos gostos pessoais. Para este ano reservaram-se o típico bacalhau confeccionado com natas e tostado com queijo ralado e com broa envolvido em couves da horta. A confecção simplesmente cozido é cada vez menos apreciado e chega à mesa apenas para marcar a sua presença. Aqui as tradições têm que ter um espírito inovador e permitir a introdução de algumas mudanças, pelo que a ceia da noite da consoada é adornada com camarão cozido e muitas vezes frito preparado e reservado com alhos e uma pitada de whisky. Como o Natal deste ano permite umas agradáveis mini-férias, é preciso criar pratos alternativos para as refeições dos outros dias. Aqui o pai vinga-se e elabora pratos que habitualmente só são permitidos quando estão reunidas várias pessoas para darem conta dos tachos. Um desses almoços, o do da véspera de Natal, foi uma magnífica composição de carnes de porco, chouriço preto, couve e feijão castanho caseiro. São sabores e aromas que ficam na nossa memória para a vida. A mesa de doces é composta por pastéis de batata-doce, (também chamados de azevias) fritos de natal (designados de coscorões ou filhós por outras paragens), tarte de pastel de nata, cheesecake com frutos silvestres, arroz doce e peras bêbedas reservadas com vinho do porto. O bolo rei quando surge é normalmente oferecido por uma vizinha ou conhecida pois é pouco apreciado. Os vinhos são trazidos por que vem de fora. Para este ano reservámos dois brancos distintos, um de origem nacional, vindo das Caves Messias da Bairrada. Trata-se de um frisante de denominação Messias, leve e vibrante de sabor refrescante e intenso, com 9% de volume. O outro é um italiano Bianco de Lambrusco, frizzante binaco denominado Cavicchioli, com 7.5% de volume: mais informações em www.cavicchioli.it.
Para o dia de Natal estão reservados o cabrito assado em forno de lenha e o típico peru de Natal é aqui substituído por frango do campo igualmente preparado com temperos simples que vão desde a cebola ao alho, sal normal, vinho branco, azeite e louro. O acompanhamento é feito com batatas previamente cozida e depois alouradas junto com a assadura da carne. A comemoração do aniversário do pai, que verdadeiramente acontece no dia 25 de Dezembro, inicia-se logo na noite de 24. Os presentes acontecem em simultâneo com a chegada do Pai Natal, mas o bolo de aniversário é confeccionado na véspera e são acesas as velas apenas no dia 25. Trata-se de um bolo magnificamente confeccionado pela mãe com ingredientes que poucos conjugam: azeite, maçã e frutos secos (miolo de noz e amêndoa). O produto final revela um bolo de aspecto fortemente denso e sabor inigualável. Quando o tempo o permite é tradicional fazerem-se passeios até à praia para cumprimentar o mar e agradecer por mais um Natal.

Saturday, December 26, 2009

AO NORTE DE PORTUGAL. Douro Palaciano e Porto Cosmopolita.

Por estes dias e já com as férias de Verão tão longe, apetece descansar. A época que se avizinha é de festa e de comemoração. Sendo assim, junta-se o útil ao agradável e descansa-se e comemora-se a quadra natalícia. Com pouco tempo para pensar ou organizar qualquer viagem mais elaborada e depois de uma navegação rápida pelos sites das companhias aéreas e pelas tarifas hoteleiras das cidades da Europa, a decisão foi rapidamente tomada. Ficar por cá e fazer mais uma incursão ao norte de Portugal. Por esta altura do Natal, o norte apruma-se e mostra aos seus visitantes o que de melhor existe nas suas tradições natalícias. Eu costumo dizer que no norte cheira a Natal, pois das casas saem os aromas das melhores iguarias que por estas terras ainda são genuínas. Aqui o cabrito é criado na montanha e a carne da vaca segue as normas da região demarcada a que pertence. O capão (vulgo galo) é criado à mão e constitui por isso um produto de enorme valor e qualidade gastronómica. A complementar este património gastronómico único e não menos valioso, a região norte do país goza de privilégios que lhe confere projecção além fronteiras. Fomos directos ao conselho de Baião, pois por lá, bem na encosta do Douro, ansiávamos conhecer o novíssimo Douro Palace Hotel. E porque a viagem era longa projectámos o almoço do primeiro dia na nossa muito conhecida catedral dos leitões logo ali à saída de Coimbra. Vale a pena descrever alguns pormenores sobre esta zona, Para lá chegar, vindo do sul ou do norte, a melhor saída pela A1 é em Coimbra norte. Depois de percorrer cerca de 9 km que separam o acesso à auto-estrada na estrada nacional, a direcção a seguir é Coimbra e logo à frente encontramos as placas com as localidades de Fornos e Vilela. É só seguir e contornar a rotunda. O restaurante o Rui dos Leitões vê-se logo no início da rua. O espaço foi todo renovado à algum tempo e agora oferece aos ses comensais uma decoração moderna com mobiliário confortável e instalações que mais fazem lembrar uma sala de hotel. Bem, para comer não há dúvidas: leitão. É delicioso. Vem assado no ponto e é servido com rodelas de laranja, salada e batatas fritas. É uma paragem obrigatória e um prato que já não dispensamos quando viajamos para norte. A bebida obrigatória que deve acompanhar este pitéus dos Deuses, mas que deverá ser consumida com consciência e de forma moderada é o vinho frisante produzido e engarrafado pelas Caves Messias, para este restaurante. Trata-se de um vinho branco de rótulo humilde que lhe confere o nome, Viadores, discretamente gaseificado e de travo algo doce. É divinal!
Voltando ao Douro, e depois da preciosa ajuda do GPS, com relativa facilidade chegámos à freguesia de Santa Cruz do Douro. Logo a partir do nó dos Carvalhos é só seguir a indicação A3/A4 Braga/Viana. Depois de passar a ponto do Freixo e o estádio do Dragão à esquerda, temos que nos incorporar na A3 para depois entrarmos na A4. Depois é só percorrer cerca de 100km, 50 do quais em estrada decente e outros 50 por curvas e contra-curvas, mas com uma paisagem deslumbrante. Finalmente e sem se deixar anunciar, pois as primeiras indicações que nos surgem sobre o hotel, são apenas em Baião, encontramos ali, sobranceiro ao Douro, no Lugar de Carrapatelo, o Douro Palace Hotel Resort & SPA. Visto do exterior é um edifício de linhas direitas e sóbrias, constituído por longos rectângulos debruçados sobre a encosta e virados ao rio. Ao entrar percebe-se que o hotel é muito mais do que isso. Dentro do edifício encontra-se outro de traça antiga que representa a antiga casa da família. A história é simples mas merecedora de projecção e até registo em brochuras para divulgação. Esta unidade nasceu da vontade de uma família, proprietária de várias quintas nesta região que decidiu, depois de encontrar mais um conjunto de sócios e formar a empresa JASE -Empreendimentos turísticos Lda, aventurar-se pelo munda da hotelaria. Abençoada aventura! E já a pensar no futuro há um projecto para uma unidade de 5 estrelas na freguesia de Ribadouro, mesmo junto às margens do Douro, será o Grande Douro Hotel. A antiga quinta de São João deu lugar, com um aproveitamento da antiga casa de habitação da família a um hotel que se projectou a partir deste edifício central para um e outro lado. A riqueza do ponto de vista arquitectónico é impar. No módulo central funcionam os serviços de bar e restauração. A recepção e o lobby estão ao nível do 5ºandar e os pisos dos quartos projectam-se encosta abaixo pelo que, em vez da tradicional subida para os quartos, aqui temos de descer. De facto, logo a partir do piso térreo, fica-se com a impressão que tudo o resto se há-de passar numa quota inferior, pois daqui projectam-se vários conjuntos de escadas para baixo e ao olhar pelos vidros, o Douro cumprimenta-nos lá em baixo, onde deambula calmo na sua infinita serenidade. A paisagem principal e que acompanha sempre o resort, é o Douro. Os quartos são muito confortáveis, forrados com alcatifa negra que faz a ponte a partir da cobertura de ardósia que decora todo o chão do hotel. Para as cabeceiras de cama foram escolhidas paisagens do Douro projectada nas traseiras dos roupeiros que separa o quarto das casas de banho. Ideia idêntica encontrámos no hotel Kenzi Menara Palace em Marraquexe. Dormir neste pedaço de paraíso permite acordar com o Douro aos nossos pés, pois todos os quartos gozam de uma magnífica vista para o rio. No restaurante, onde predominam os tons castanhos e onde o tecto forrado com folhas de fibra ondulantes, traz a energia do rio para dentro do edifício, servem-se iguarias preparadas pelas mãos do Chefe Rocha que deixam os comensais presos pela boca e ainda mais apaixonados por tão belo lugar. Provámos como entradas creme de alho francês com gambas souté e azeite de crustáceos e presunto transmontano laminado, com pêra bêbeda, espargos grelhados e redução de LBV. A escolha do prato principal recaiu sobre o polvo grelhado em azeite de orégãos com batata de pele recheada, espinafres e maionese de alho. Para a sobremesa convencemos a simpática colaboradora do restaurante a desafiar o Chefe Rocha para no servir de novo a soberba pêra bêbeda que compunha o prato da entrada de presunto, uma tinta e outra, por sua sugestão, branca. Divinal a branca pois era em tudo diferente da pêra tinta a que estamos habituados mas mesmo a tinta aqui é preparada em Vinho do Porto das castas da região. Da pêra branca sobressaem uma fusão de sabores a mel e canela numa mistura que deixa marca na nossa memória.
AXIS PORTO HOTEL - Finda a visita à esta região voltámos ao Porto onde reservámos o novíssimo Axis Porto Hotel, com inauguração em Março deste ano. Trata-se de um edifício de 9 andares de ar sofisticado com direito a monograma numa parede exterior do edifício. Vindo da A4 e saindo para Matosinhos a localização é facilitada pela constante orientação das placas estrategicamente colocadas. Fomos recebidos com um caloroso sorriso da recepcionista Marta que nos alegrou logo à chegada com um ug-grade para uma suite. O lobby do hotel é sofisticado e muito bem decorado. É fantástico apreciar as novas linhas de tendência decorativa dos decoradores modernos. Aquilo que julgávamos impossível de conjugar agora predomina no mesmo espaço com uma harmonia que nos permite cultivar a imaginação e inclusive dar largas às nossas ideias na tentativa de interpretar as relações entre as cores os padrões e a simplicidade das formas dos objectos e do mobiliário. As paredes de mármore castanho raiado convivem no mesmo espaço com um chão preto e apontamentos dourados dos ladrilhos das colunas do edifício. Carpetes e tapetes há-os desde vermelho vivo a cinzas e castanhos, encimados com cadeirões e sofás com riscados brancos e pretos e padrões cinzas, numa harmoniosa conjugação de beleza. A sala de restaurante dá-nos a noção da continuidade do lobby, pois foi projectada em open-space. A separá-los dos outros espaços encontram-se elementos decorativos multifuncionais que dão vida ao local, permitindo múltiplas facetas decorativas. A suite é fabulosa. Tudo ainda cheira a novo. A surpresa começa logo à saída do elevador com motivos da cidade impressos nas paredes dos corredores e nas portas de cada quarto. Assim, mesmo dentro do hotel, a cidade cumprimenta-nos a cada passo, aguçando o apetite para a visitar e até para descobrir edifícios e monumentos que por vezes não estão incluídos nas nossas visitas programadas. O alinhamento do mobiliário mostra uma projecção programada, pois tudo está no local correcto e com a funcionalidade prevista. A cama é o elemento atractivo da suite, pois a sua cabeceira em almofadas de pele creme e preta marcam a sua presença convidando a experimentar a colchão que tem o dobro da altura dos nossos lá de casa e a maciez das almofadas e do edredon, constituem motivos suficientes para noites de repouso em absoluto silêncio e máximo conforto. O SPA do hotel é pequeno mas funcional pois em nada fica a dever a locais de maior dimensão. Está equipado com piscina dinâmica, sauna e banho turco para momentos de relaxamento sempre apetecíveis. Os nossos dias no Porto foram passados a visitar a tradicional baixa da cidade (Stª Catarina), na sua irrequieta atitude desta quadra festiva, o velhinho mercado do Bulhão, a provar as deliciosas rabanadas e a procura de sabores que marcam as nossas visitas quase anuais a esta magnífica capital do norte de Portugal. A merecer um apontamento final não posso deixar de descrever o jantar de aniversário da Micá que foi comemorado na cervejaria Gambamar na Rua do Campo Alegre. É um espaço que já conhecíamos graças à ajuda da preciosa recomendação do Lifecooler. As novidades deste ano foram a companhia do meu irmão, cunhada e sobrinhas que nos deram o prazer da sua companhia e nos acompanharam sempre na visita à cidade e nas refeições. Não podíamos de deixar de lhes recomendar da ementa do Gambamar, o arroz de Lavagante, que já havia sido banido da ementa, mas que a competentíssima funcionária tão habilmente fez recuperar. Uma outra prova que nos deixou de água na boca e que ainda não conhecíamos foi a deliciosa sopa de santola. Trata-se de um caldo de marisco mas com sabor a santola e servida na concha da mesma. Simplesmente divinal. E assim se cumpriu mais um passeio pré época festiva que nos encheu a alma com mais uma mão cheia de novas experiências que a vida felizmente nos tem proporcionado viver.

HOTEL VILA SOL Algarve, A Renaissance Spa & Golf Resort

No lugar de Morgadinhos, situado na grande e distinta mancha verde de pinhal entre Quarteira e Vilamoura, encontra-se o hotel Vila Sol Algarve, Renaissance Spa&Golf Resort, uma unidade de 5 estrelas que actualmente integra o grande grupo hoteleiro Marriot Hotels na sua classe Renaissance. O desejo de conhecer este hotel já vinha de outros tempos, altura em que os apartamentos do mesmo complexo eram apelativos, quer pela sua distinta localização, quer pela qualidade dos serviços que oferecem e constituem motivo de escolha quando se tem crianças pequenas. A decisão aliada à enorme vontade de conhecer o hotel, fizeram recair a escolha atendendo às tarifas e aos pacotes de programas diversificados e ambiciosos. Acabámos por optar por um programa que incluía meia-pensão permitindo fazer a refeição do jantar no restaurante Green Pines. A chegada a um hotel, nomeadamente a um onde a estadia constitui a primeira vez, é sempre de expectativa e de aglomerados de ideias e ideais pelo que vamos encontrar, que constitui diferença em relação ao que já tivemos o privilégio de conhecer. Habitualmente esse impacto e o toque esperado realiza-se logo na recepção e no lobby. Ou é absolutamente arrasador ou apenas normal e vulgar. Foi o que sentimos, sem deixar de ter presente que o hotel já tem alguns anos. O quarto era espaçoso e muito confortável, cama de dimensão “king size” com um autêntico menu de almofadas, apanágio dos hotéis do grupo Marriot. No entanto via-se que era um quarto já consumido pelo tempo quer no que diz respeito às cores predominantes quer aos apontamentos da decoração. Ficámos num quarto no edifício principal do hotel, pois o enorme parque que constitui esta unidade tem também dispersos por entre jardins e lagos quartos em formato de Bungalows que tivemos oportunidade de visitar. A vista da varanda é magnífica pois vislumbram-se pinheiros, Campos de Golf, lagos e repuxos de água. Um passeio pelo exterior permitiu-nos perceber que aqueles espaços foram cuidadosamente dimensionados permitindo a criação de um ambiente de harmonia entre o Homem e a natureza. No entanto, a presença de inúmeros lagos e sistemas de rega, estão a danificar as paredes e a pintura dos bungalows que mostram que o tempo já fez o seu trabalho e que, para um complexo com o enquadramento paisagístico e a distinção que as 5 estrelas o exigem, necessitam de recuperação urgente. No topo do lago mais próximo ao edifício principal encontra-se dentro de um espaço todo em madeira e vidro, a piscina interior e o jacuzzi, com uma magnífica vista para o exterior. Pena foi que a temperatura da água da piscina impedia a sua utilização conveniente. Estava fria, apesar dos seus 25 graus, pois lá fora estava frio e chovia. Mesmo depois de ter reclamado e chamado a atenção para a situação ninguém teve qualquer preocupação em ser agradável e tentar resolver. Ao jantar fomos prendados com um serviço distinto e com iguarias magníficas constituídas por entradas de queijo St.Marcallini de cabra gratinado com tomate aromatizado com bazilico ou creme de alho francês com amêndoas torradas. Os pratos principais que tínhamos à escolha eram uma tentação e esse facto constituía dificuldade ao escolher. Optamos por tentar provar optando por escolhas diferentes mas alguns impediam-nos tal era o apelo. Falo-vos de bife de novilho grelhado com molho de tomilho (com batata assada e salada), ou filete de salmão escalfado em caldo aromatizado acompanhado de batata e brócolos a vapor, ou tiras de lombo de novilho salteados com cogumelos selvagens servidos com arroz basmati. As sobremesas eram delícias para os olhos e para o paladar, desde a mousse de dois chocolates com molho de frutos silvestres ao cheesecake de morangos. De facto, a experiência gastronómica foi rica e enriquecedora, marcando um dos aspectos positivos da nossa estadia.
O serviço de quartos deixa muito a desejar, pois desde a inexistência de produtos de higiene suficientes para todos e o serviço de abertura de camas com alguém a bater à porta do quarto e despejar-nos dois mini chocolates para as mãos, aconteceu-nos de tudo. Mesmo depois de reclamar e chamar a atenção mais de uma vez, sobre estes aspectos, a resolução dos mesmos não se efectivava sem vária tentativas de queixas na recepção. Achei indecente e mesmo arriscado para um hotel deste grupo, este tipo de comportamento, pois parece que haveria por ali alguma política de contenção, que aceito, desde que me tivessem sido dadas as devidas explicações.
Pelo lobby do hotel encontravam-se exposições permanentes de pintura e escultura e dinâmicos workshops, que animavam e coloriam aquele espaço do edifício. Na frente e na lateral do hotel, que tem uma estrutura arquitectónica em meia lua, encontra-se um enorme campo de golf que é sem dúvida o ex-libris daquela unidade. Nichos de moradias em banda constituem autênticos santuários de luxo e silêncio que permitem aos seus habitantes usufruir de total privacidade e dos serviços disponíveis no grande complexo que constitui este parque hoteleiro.

Saturday, December 12, 2009

Restaurante a Escola

(Almoço convívio de colegas do IPA, num ambiente de reconhecido mérito onde o passado relacional entre amigos se funde com a moderna cozinha portuguesa).

Concretizou-se, no passado dia 21 de Novembro, com a vontade de muitos e a audácia de alguns, mais um encontro-convívio, entre os colegas que, num momento das suas vidas se encontraram no curso de Licenciatura em Contabilidade e Auditoria, da Instituição Particular de ensino designada de Instituto Politécnico Autónomo, vulgo IPA. Durante os anos do curso, como na maioria das relações de convívio de média duração, desenvolveram-se interacções que foram desde a simples amizade, ao companheirismo para a vida, até ao envolvimento amoroso, que, em alguns casos, resultou em laços matrimoniais. Após o términus do curso e o início da actividade profissional, muitas coisas mudaram. Para a maioria veio o início da vida adulta, da responsabilidade familiar e laboral, mas os laços com o passado, apesar de mais distantes, permaneceram acesos, permitindo vários encontros de actualização. É assim na maioria dos convívios dos que decidem partilhar as suas vidas com um grupo de amigos com quem viveram muitos momentos de alegria e outros de maior tensão, mas sempre com a mesma cumplicidade. Entretanto passam alguns anos e as famílias vão-se compondo. A aposta nesta nova etapa da vida é absorvente. São os desafios profissionais, os novos projectos, a engenharia financeira, os filhos e a busca incessante da fórmula mágica para os educar. Os encontros com os “velhos”amigos da faculdade passa a ser menos prioritários e cada vez mais disperso no tempo. Existem uns que nunca falham aos almoços de convívio, outros simplesmente deixam de aparecer. Explicações para este fenómeno, aparentemente não existem. Tratam-se de decisões e prioridades pessoais. Existem pessoas que simplesmente não dão valor aos reencontros, ao convívio, aos abraços e à troca de experiências que constituem estes encontros. Os que comparecem, esses estão sempre presentes, não só nos convívios mas também em momentos particulares das vidas de alguns colegas do antigo grupo. Será atracção química? Olfacto? Simplesmente prazer? Não é de certeza uma atracção fatal!
Nesta base e passados alguns anos de afastamento um grupo especial de colegas do IPA, reuniu-se para confraternizar num local especial que em muito apela aos tempos antigos. O restaurante “Escola” nos Cachoupos, entre Alcácer do Sál e a Comporta. Trata-se de uma antiga escola primária, ainda do tempo do antigo regime, agora transformada num restaurante de grande qualidade. O cenário é bucólico, pois por entre vegetação rasteira e pinheiros pode-se sentir o sabor dos velhos tempos numa fusão de aromas e gostos muito actuais. As mãos responsáveis por este novo conceito são as do Sr. Henriques, homem de pequena estatura, face morena e enrrugada e de palavras simples. Este homem, de fenótipo tipicamente português e de habilidades culinárias invulgares, percorre o mundo para levar os seus segredos e elaboradas composições gstronómicas, a concursos internacionais, de onde normalmente traz galardões que o enchem e nos enchem de orgulho. Em pequena troca de palavras com ele, eu dizia-lhe, apenas com a experiência de mero viajante que aprecia as gastronomias locais, que a nossa cozinha era a melhor do mundo, ao que ele concordou em pleno.
No momento e na hora marcada começam a chegar os que se inscreveram para este novo encontro de convívio. Como já haviam passados alguns anos, os primeiros a chegar faziam esforços para se recordarem dos nomes dos filhos e dos cônjuges dos muitos colegas que começavam a aparecer, pois pareceria muito mal uma falha assim destas. E os carros? Já não eram os mesmos dos tempos da vida de estudantes nem do início da vida adulta. Entre cumprimentos, alegrias e muitos abraços, iam-se exclamando palavras de agrado e simpatia pelos que chegavam. Avaliavam-se sem sentido crítico as dimensões e espessuras das cinturas e do abdómen. Palavras como: “Tás mais gordinho (a)” ou “Tás na mesma, os anos não passam por ti”, são frases feitas mas que expressam carinho e sentido de fraternidade. As crianças estavam crescidas e diferentes dos rostos que conhecíamos. Foi uma alegria rever todos estes amigos agora mais reproduzidos e todos tão felizes. O almoço não poderia ter corrido melhor. Os organizadores foram exímios na preparação de todos os pormenores. Até as crianças tiveram direito a enterteiners com umas meninas de folhinhos a olharem pelas suas diabruras. Uns optaram por não trazer os filhos ou por estes já serem crescidos ou porque lhe apetecia ter um almoço diferente e mais descansado, “despidos” das suas responsabilidades parentais.
A ementa era composta por vários pratos, todos especialidades da casa: arroz de choco e arroz de peixe seguidos de batatas de rebolão (uma espécie de carne do alguidar com batatas assadas) e finalmente a empada de coelho que constituiu sem dúvida o ex-libris do rol de especialidade e já com um conjunto de galardões internacionais arrecadados. Bom vinho alentejano, muita alegria e doces sobremesas constituiram motivo para uma tarde de chuva muito bem passada, num convívio onde de tudo se falou: desde as viagens aos decotes, à educação dos filhos e à complexidade dos tempos modernos para os quais nos achávamos preparados, mas que agora nos faz reflectir para onde corremos, que partido tiramos da vida e se esta será a melhor forma de educação e exemplo que passamos aos nossos filhos. Só o tempo o dirá. Venham mais convívios destes, que permitem equilíbrio e alguma terapia de grupo, pois viver é partilhar, é troca de experiências, é um processo de aprendizagem permanente que não deverá jamais ser interrompido.

Monday, October 12, 2009

Köln, Colónia, Cologne (Simpósio intercalar do Conselho Europeu de Ressuscitação)

O Simpósio intercalar do Conselho Europeu de Ressuscitação (ERC), constituiu o motivo para visitar a magnífica cidade alemã de Colónia. Os companheiros de viagem, já habituais nestas andanças do Conselho Europeu, para além da minha mulher, foram o colega Carlos Pinto e sua mulher Elsa Guimarães, a Catariana Cruz e a Elisabete (vidé foto neste post). Koln, Colónia ou Cologne, de acordo com a língua em que se pronuncia, é a maior cidade do estado de Renânia do Norte-Westfália, situa-se a cerca de 1 hora de comboio de Frankfurt e a menos de 30 min de distância de Bonna. Esta distância é encurtada no espaço e no tempo pelo comboio de alta velocidade ICE, que percorre a distância a uma velocidade que atinge os 300 km/hora. Quando partilhei esta viagem com alguns amigos que já conhecem a cidade, referiram-me que Köln tinha apenas a Catedral para visitar, no entanto não constituiu motivo suficiente para resfriar o meu entusiasmo. Afinal ia visitar a Alemanha, país que me acolheu quando era criança e desde então povoa o meu espírito e de algum modo influenciou e marcou de forma que considero notável, a minha vida. Portanto, para mim, qualquer pretexto serve para visitar a Alemanha, quer sejam cidades com mais ou menos aspectos para visitar. A lingua não constitui barreira ou problema, embora já tenha esvasiado da memória alguns termos de vocabolário e regras gramaticais, o essencial permanece no seu estado basal, Falar alemão é-me sempre agradável e hoje, percebo a importância de se dominares algumas linguas, pois permite-me circular no espaço europeu e no resto do mundo sem grandes problemas de comunicação. O Hotel escolhido, logo em Abril, (pois sou adepto do bom planeamento e das tarifas económicas da internet) não podia ser melhor. Tratou-se do Azimut Hotel Köln Center, instalado num antigo teatro,e pelo aspecto, recentemente inaugurado. Excelente quartos, novos e confortáveis, um rico pequeno-almoço e a 2 min da estação de comboios (S-Banh) e do metro (U-Bahn ou Tram). Os primeiros 2 dias foram inteiramente consumidos na Conferência que tinha como tema dominante a educação. O local escolhido foi a Departamento de Anatomia da Universidade de Colónia. Tratava-se de um espaço antigo e algo confinado, mas suficiente para que o evento decorresse com absoluta normalidade. Os debates foram muito interessantes. A exposição técnica não trouxe grandes novidades em relação à Conferência do ano passado em Ghent na Bélgica (vide post). Desta vez a grande novidade para mim foi a minha estreia absoluta com um poster num evento científico internacional. Tratou-se de um poster sobre o projecto “Os 5 gestos de Socorro” da autoria de uma grande amiga da Cruz Vermelha Portuguesa, Marinela Velloso com lugar de destaque (Vice-Presidente) na Associação Nacional dos Alistados das Formações Sanitárias (ANAFS). O único desapontamento ocorrido é que ia com a ideia fixa de que o iria discutir o poster para os key-people do ERC, como me haviam informado por e-mail, mas depois percebi que seria impossível discutirem todos os 96 poster que estavam afixados. Mas no fundo o que interessou foi termos sido aceites pela comissão científica do evento e termos levado à Alemanha e ao Conselho Europeu de Ressuscitação um projecto português de grande valor educativo e de grande impacto. Fomos vistos por muitas pessoas, desde o Japão à Islândia, Reino Unido e Alemanha. A nossa vizinha de poster ficou tao surpreendida com a ideia de se transmitirem ideia simples mas fundamentais através de um livrinho com o formato de uma mão, que sugeriu entre sorrisos, fazermos um manual para ensino da enfermeiras do seu hospital. Aí está uma ideia muito interessante. A noite de festa da conferência, como já é apanágio do ERC, passou-se numa típica cervejaria alemã, a Brauhaus Sion muito perto da Dom (catedral). Trata-se de um espaço onde cabem mais de 600 pessoas sentadas. O ambiente era de festa e a cerveja típica da cidade, a Kölsch, era servida à descrição e transportada em tabuleiros onde os copos eram encaixados. A comida era servida em mesas corridas (buffet self-service) onde cada um se servia a gosto. Foi uma noite agradável com um serviço rico em excelência e muita simpatia. Uma típica noite alemã onde me senti muito feliz por estar de novo no “meu” país de infância. Quis o destino que o Sr. Tor, presidente da Laerdal (gigante da indústria hospitalar) estivesse na mesa ao lado da nossa. Conversa puxa conversa e daí até conhecermos a Heide, representante comercial para a Europa, foi um pulinho. Gente extraordinariamente simples e muito competente e simpática. Na conferência prendámo-los com um livrinho dos “5 Gestos”. Oferecemos um à nossa vizinha de poster do UK e claro que não podia perder a oportunidade de entregar uma mão na mão do mais velho elemento do ERC, o Dr. Chambermain que abordei no intervalo e que me ouviu com muita atenção e agradeceu. O resto dos dias foram passados a conhecer a bela cidade banhada pelo rio Reno. De facto a Catedral constitui a imagem de marca da cidade, trata-se, a seguir à de Milão, da 2 maior catedral gótica da Europa. É imponente por fora e maravilhosa por dentro. Sentámo-nos nos seus bancos e ficámos ali a ouvir o seu silêncio apenas rasgado pelos ténuos sons provenientes dos múltiplos orgãos. Ali apetece apenas parar, descansar e reflectir. Alguns dos colegas tiveram a coragem de subir os mais de 500 degraus que conduzem às torres, mas eu aproveitei para visitar mais um pouco da cidade. Aquele edifico-monumento datado de 1248 (séc XIII) que se vê de qualquer ponto da cidade, icentiva à coragem e ao amor. Toca-nos de alguma forma, como se quizesse passar-nos uma mensagem. Tem algo de carismático e profundo, não fosse dos únicos edificios da cidade a permanecer inteiros e intactos durante a 2ª Guerra Mundial, nenhuma bomba lhe tocou. Aquele pedaço da humanidade da qual é património, fez-nos pensar em juras de amor e até comprar outras alianças, não fossem estes dias coincidir com o 16º aniversário do nosso casamento. Mas, visitar Colónia é também visitar o imenso bairro turco com as suas vicissitudes próprias, o comércio local que nos deixou surpreendidos com os preços, que esperaríamos serem muito inflacionados em relação a Portugal, mas tal não é verdade, nem nos produtos nem na alimentação que com tanta escolha e variedade, permitia fazer refeições abaixo dos 10 euros/pessoa. Os preços só se aproximam dos custos em Portugal, nas típicas cervejarias, mas que valem muito a pena visitar. Aqui podem-se apreciar pratos como o famoso schweinehaxe ou bratwurts, brindar com a cerveja que orgulha a cidade e ouvir músicas típicas deste belo país. Por toda a cidade existem quiosques e roulottes a vender as típicas salsichas alemãs, que variam em nome dimensão e sabor: vão desde a típica Bratwurst, a Krakauer, Curriwurst ou Mettwurst. O cheiro e sabor continuam gravados na minha memória desde os tempos de criança, como se sempre tivesse ali vivido e nunca me separado daqueles aroma. Temos um cérebro prodigioso que tão bem sabe guardar tudo aquilo que experimentamos e tão bem nos faz felizes. Saborear tais petiscos é literalmente regredir aos tempos da minha germânica infância. Outro pitéu que recomendo para os apreciadores dos sabores e aromas a queijo é o não menos fantástico Käsekuchen (a tarde de queijo mais saborosa do mundo). Mas visitar Colónia é também passear ao longo das margens do Reno e visitar os acontecimentos da cidade. A melhor imagem exterior da catedral consegue-se passando a ponte para a outra margem do Reno. Numa das pontes, na metálica (mais próxima da catedral), milhares de cadeados, uns mais originais com lacinhos ou placas descritivas em forma de coração, outros simplesmente cadeados, prometem juras de amor eterno, trancados e unidos contra o gradeamento metálico que separa o passeio pedonal das linhas de caminho de ferro. Nos dias da nossa estadia houve a maratona que envolveu e animou toda a cidade e uma enorme feira de velharias onde o típico espírito alemão reinava por entre as tendas e quiosques. Perdi-me por entre tendas e roulottes de Bratwurst e Bräzel discos, livros, velharias e carrinhos de colecção. Parava aqui e ali para apreciar, fotografar ou simplesmente cheirar. Não queria acreditar quando de repente tinha em mãos cd’s em 2ª mão de cantores que alimentaram o meu imaginário de criança. Ali estava eles como se o tempo tivesse voltado a trás. Não resisti e comprei cd’s do Jürgen Marcus e do Günter Gabriel. As atracções da cidade são muitas para quem aprecia arte pois há museus por todo o lado. Encontramos desde os de arte moderna ao museu do chocolate ou da mostarda. O museu do chocolate é visita obrigatória principalmente se as crianças estiverem presentes. Aqui assiste-se à explicação interactiva da produção do chocolate desde a recolha e produção do cacau pelo mundo até à fabricação “ao vivo” deste magnífico alimento, com direito a provas e tudo. Cá fora espera-nos uma loja deliciosa com tudo o que podemos desejar em matérias de chocolate. É proibido ir embora sem provar as delicias que o café de apoio ao museu serve com uma bela vista para o rio. Desde os batidos de chocolate ao famoso e delicioso Käsekuchen, não faltam motivos para um lanche rico de doçura. Outro passeio agradável é “sobrevoar” o rio Reno a bordo de um teleférico que nos leva de uma margem à outra mostrando, lá de cima, vistas magníficas da cidade e do rio. Lá de cima pode localizar-se o balneário termal da cidade onde os germânicos mesmo em dia de frio apreciam a nudez e banham-se nas quentes e termais águas das piscinas. O sistema de transportes é muito funcional e com o Köln-Welcome-Card, que se pode adquirir no posto de turismo mesmo à beira da catedral, pode-se percorrer toda a cidade em todos os transportes por 9 euros/dia ou 32 euros para 3 dias. Este passe tem várias vantagens como bebidas grátis em cafés e restaurantes e descontos nos museus e no teleférico. As casas de banho públicas são quase todas pagas, mas vale a pena utilizar os serviços pois gozam de uma sofisticação tecnológica com todos os equipamentos e automaticsmos e de uma higiene irrepreensíveis. De volta a Frankfurt, de novo no rápido e confortável transporte proporcionado pelo ICE, a organização dos serviços públicos, as gentes e todo o ambiente social alemão deixa saudades de voltar.