Sunday, June 14, 2009

NTGNGI – Norte, Tradição, Gourmet, Natureza, Gastronomia, Inovação

A incursão ao norte do país, foi pensada a partir de uma necessidade profissional que me levaria até à bela cidade de Barcelos. Porque não juntar o útil ao agradável e aproveitar os feriados para visitar e revisitar, algumas localidades que já fizeram as nossas delícias turísticas e gastronómicas em tempos de estudantes e em que os Parques de Campismo eram a nossa procura imediata, para que assim sobrasse orçamento para, já na altura, apreciarmos a honrosa cozinha transmontana que nos deixou até hoje as suas marcas. Com o Discoutbook do Lifecooler em punho aí fomos nós e o percurso foi feito à medida das localidade onde poderíamos utilizar os voucher’s e assim conhecer novos templos gastronómicos que, de outra forma seguramente nos pareceriam distantes e desconhecidos. O restaurante Marveja na bela Figueira da Foz foi a escolha para o 1º almoço de viagem. Depois de percorrer a bela e velha marginal da Figueira, ao fundo já em Buarcos, numa nova urbanização, fomos descobrir uma pequena sala de refeições, de decoração simples, toda virada ao mar, com um serviço muito simpático, mas um pouco demorado. A ementa era magnífica, a confecção, a cargo de um artista na mestria de bem cozinhar. A escolha recaiu sobre uma sopa de peixe e marisco com coentros frescos, que estava magnífica. Os pratos foram robalo assado em cama de espinafres com pinhões e molho de pistáchio e camarão tigre grelhado sobre esparguete de legumes com molho de pesto e natas. Que combinação exemplar. Eu, que só há pouco tempo despertei para as artes e para os segredos da cozinha gourmet, ainda me surpreendo muito com a fusão das cores e a mistura dos elementos e dos sabores. Camarão tigre grelhado com esparguete, conseguem sequer imaginar? O resultado e o sabor são indescritíveis, recomendo e, para melhor compreenderem, uma visita ao Marveja para se surpreenderem tal como nós. A Figueira da Foz é bela, tem uma das mais bonitas praias e paisagens do país. Já por lá tinha andado pelos finais da década de 80 quando a capa, a batina e as cervejas eram as companheiras dos tempos que marcaram a minha vida de jovem adulto estudante. Hoje, os areias, assim como a marginal, permanecem inalterados como se o tempo tivesse parado. A Figueira tem um potencial paisagístico e turístico imenso e, a meu ver, precisa urgentemente de se modernizar. Não se encontram por lá hotéis adequados às exigências actuais e, com tanta concorrência (Algarve, Tróia, Norte interior e litoral e Douro), a oferta e a qualidade irão seguramente ditar as regras. A próxima paragem seria em Mondim de Basto, pois lá esperava-nos um oásis de beleza e prazer, em tempos dado a conhecer numa conversa informal a propósito de mundos, férias e viagens.

AQUA HOTELS – Mondim de Basto

Beleza, conforto, ousadia, experiências, natureza, o silêncio, o chilrear das aves, o serpentear do rio, as força das cascatas, a vida selvagem, o verde, o horizonte e o céu. Assim, desta forma, com estes adjectivos poder-se-ia caracterizar a bonita região de Portugal a que este post faz referência. Mondim de Basto, integrado no Parque Natural do Alvão, presenteia-nos com uma natureza intacta, com animais em vida selvagem, mas também com conforto, lazer e gastronomia. O melhor exemplo de quem nos acolhe com simplicidade, qualidade e competência e aberto ao público desde Março de 2008, é o novíssimo Aqua Hotels da Mondim Tâmega Park, Empreendimentos Turísticos , SA. O hotel encontra-se implantado num planalto virado para um vale onde, lá em baixo, o Rio Tâmega serpenteia por entre rochas de granito que durante milhões de anos soube erodir, para fazer daquela garganta o seu percurso natural. A unidade tem um desenho arquitectónico minimalista em linhas direitas com geometrias e angolusidades simples, num casamento perfeito entre o betão, o vidro e a madeira. Percorrer os diversos módulos do hotel é uma experiência agradável pois a homogeneidade interior permite a contemplação do exterior através das enormes paredes de vidro, contrastando em cada canto com a beleza exuberante da paisagem que está sempre presente. O vale agreste cumprimenta-nos e impõem-se como o elemento principal do relevo. Aqui e ali, encontram-se pequenos lagos que reflectem algumas fachadas brancas, como branco é todo o edifício com excepção da enorme parede de madeira que forra a fachada posterior da unidade. A relva verde, profissionalmente tratada, acentua o contraste branco das paredes. A piscina, de dimensões generosas, espraia-se sobre a relva terminando num perfil horizontal que delimita a fronteira do resort. A seguir só se encontram pinheiros, matos e o imponente vale, ladeado de montanhas de relevo médio. A recepção goza de um pé alto generoso que faz a fusão entre o piso térreo e o 1ºandar. Os elementos de destaque são uma enorme parede preta e uma escultura que traz para dentro do edifício a maior cascata da Europa: “As fisgas de Ermelo”. Elemento de visita obrigatória a cerca de 20 minutos de carro, as fisgas de Ermelo permitem vislumbrar uma paisagem arrebatadora, deixando-nos contaminados, eu diria mesmo viciados, em silêncio, beleza e aroma da natureza. Uma observação cuidada permite encontrar cabras no seu habitat natural, gozando da pura vida da montanha. Os quartos do hotel, são bem decorados, embora minimalistas. Nas paredes encontram-se quadros com fotografias da região, legendadas por poemas de Miguel Torga: “Também os Deuses dormem e são então Montanhas de penumbra sem resplendor. Lassas as fragas, os divinos ossos, bassos os horizontes, os sentidos, -Todo o corpo perece, uma grande fogueira que arrefece, por dentro do volume dos vestidos.” A paisagem é em todos os quartos vista vale, permitindo um acordar a ouvir a natureza e um entardecer raiando o corpo com os raios solares que na montanha têm um carinho especial. O banho, esse pode ser com vista particular para a mãe natureza que deixou neste local, uma prodigiosa aventura para os sentidos. A gastronomia local é cuidada estando reservada para os pacotes com meia-pensão pratos de culinária artística na confecção e na apresentação. O Chefe Luís, um jovem com menos de 30 anos de idade, de tracto simpático e competente, ainda tem tempo para entreter a pequenada com cursos de cozinha que deixam os miúdos loucos de alegria pois têm oportunidade de “meter as mãos na massa” e confeccionar o seu próprio lanche e, enquanto esperam pela saída do forno, deliciam-se com gelados em plena cozinha do hotel. Os pais que trocaram algum tempo do seu lazer para acompanhar esta aventura são presenteados com deliciosos bom-bons de chocolate que o Chefe Luís coloca à disposição aventurando-se a perguntar quem adivinha os ingredientes. Chocolate claro, mas com quê? Hipóteses e mais hipótese mas todos ficam no frio em relação à resposta que afinal era tão simples. Simples bom-bons de chocolate confeccionados com cereais e consumidos após algumas horas de congelador. Uma delícia a reproduzir em casa.
Por toda esta região, não faltam locais para encher os olhos de beleza natural e reconfortar a alma com tanto que a natureza nos oferece. Os horizontes sempre verdes e ondulados pelo relevo das montanhas, os aromas das plantas silvestres e o ar puro do campo, são riquezas que nos são oferecidas e por nós guardadas nos ficheiros da memória para fortalecer o cérebro e dar mais valor e qualidade à vida. Para isso contribui também a apurada oferta gastronómica da região que nos deixa vontade de assim saber cozinhar e de levar os aromas para sempre. A Adega Sete Condes em Mondim de Basto, é um restaurante/adega numa casa de pedra com interiores frescos em madeira onde se podem apreciar com calma os petiscos da região. Experimentámos presunto, broa e uma vitela biológica de seu nome Ihada Maronesa que nos fez literalmente lamber os dedos.

Depois de cumpridas as responsabilidades profissionais em Barcelos, onde passámos a noite de Santo António, ao som dos cantares e das marchas daquela região do país, rumámos ao Porto onde e mais uma vez, o jantar foi escolhido com a ajuda do Lifecooler que nos levou até ao requintado e riquissímos restaurante Sexto Sentido que depois de alguma confusão sobre a localização lá conseguimos chegar com a ajuda de uns telefonemas e do precioso GPS. É que outrora ocupava instalações no Cais das Pedras na zona da Foz do Douro e agora, logo depois de passar a ponte da Arrábida e na saída para Devesas, na primeira cortada à esquerda encontra-se na Quinta do Fojo. Mantendo a mesma qualidade e requinte, trata-se de um restaurante agora numa quinta onde o Golf é rei e senhor e o Sexto Sentido o responsável por manter a qualidade, a exigência e a riqueza gastronómica dos que apreciam a grandiosidade e os luxos da vida. Um campo de golfe na cidade, é assim que a Quinta se faz anunciar. A quinta do Fojo tem uma casa senhorial com camélias centenárias, foi fundada por William Neville em 1714 e um século mais tarde, Wellington faz dela o quartel general durante o cerco do Porto pelo exército de Napoleão. O campo tem buracos de dificuldade variável, permitindo percursos de 6, 12, e 18 buracos em função da disponibilidade de tempo. Foi concebido a pensar no jogador de golfe que aqui pode conciliar a prática regular do seu desporto favorito com a vida na grande cidade. Escolhemos, no Sexto sentido, um creme de legumes que à primeira prova nos fez desafiar a imaginação no sentido de adivinharmos que ingredientes fariam tão sublime paladar. O fundo de boca parecia-me de amêijoas. Não estava longe, tratavam-se de muitos coentros, alhos e azeite que no final produziram um creme espesso e aveludado. A outra opção foi sopa de cebola gratinada com queijo. O sabor era forte e exigente, pois o queijo sobrepunha-se à cebola e impunha um forte paladar que merecia algo mais para o atenuar. Os pratos foram de tamboril ao molho de rúcula, tomate seco e pinhões que era uma tentação inesquecível para os olhos e para a boca e nacos de lombo ao molho de cogumelos selvagens.
Para descansar escolhemos o Hotel Bessa, mesmo à beira do Estádio do Bessa. Foi uma agradável surpresa, pois trata-se de uma unidade de 4 estrelas, cheio de conforto, com quartos espaçosos e magnificamente equipados, fazendo da relação qualidade-preço uma escolha acertada para outras idas ao Porto que tanto apreciamos. A decoração e em tons de preto e vermelho conferindo àquele espaço um agradável ambiente de conforto e tranquilidade. Já de regresso e no último dia, o cheiro forte do mar chamou-nos à velhinha Nazaré onde o sítio se impõe como cabo da boa e da bela esperança. Encontrámos uma terra cheia de turistas num ambiente típico e tradicional muito agradável. A escolha para o repasto recaiu sobre o restaurante Ala-Riba, que já conhecemos, para provar a deliciosa caldeirada confeccionada na hora e a pedido. Foi confortável voltar a percorrer as ruas da Nazaré onde me diziam que já nada era como de antes, pois as varinas não mais podiam aliciar os passeantes com os seus pregões em busca de novos hóspedes para os seus quartos. Fiquei feliz por perceber que afinal não é assim, e as varinas lá continuam, embora em menor número, com as suas bancas de artesanato regional e as velhas “tabeletas” apregoando quartos livres ou casas para alugar, desta vez com a chancela da Direcção Geral de Turismo.

Comporta do Arroz em Troia Dourada

As experiências gastronómicas são cada vez mais experiências sensoriais. Esta observação parece redundante mas para os apreciadores da boa gastronomia esta fusão faz cada vez mais sentido. Aliás, não fazia sentido algum se deste cruzamento não emanassem requintadas proezas olfactivas e organo-lepticas que fazem do acto de comer, muito mais do que uma simples hora de refeição. Hoje procuram-se locais, espaços, restaurante e ementas em função da região e do enquadramento paisagístico onde se inserem, da decoração que apresentam e naturalmente das ementas e das especialidades que servem. Para os consumidores e apreciadores de vinho, um restaurante escolhe-se também pela carta de vinhos que apresenta. De Troia e da Comporta não é o primeiro post que aqui coloco, mas parece que o faço sempre pela primeira vez. Desta vez o destino foi o restaurante Ilha do Arroz. A escolha foi determinada pela presença deste belo lugar no Lifecoooler que nos presenteia com a oferta de um 2ºprato na compra de um de igual ou valor superior. A deslocação foi a tradiocional, pelo Ferry-boat atravessando o Rio Sado. Para quem conhece Troia como eu, desde miúdo, as diferenças agora encontradas, são poucas e muitas com o mesmo grau de acertividade. A Tróia de hoje caminha para um futuro sofisticado que sempre povoou a minha memória, pois a beleza daquele local não co-habitava com a falta de condições de outros tempos. Há vozes discordantes que se opõem a este progresso com um enquadramento sofisticado e ao mesmo tempo mais caro. Lembro-me de ouvir dizer que Tróia iria passar a pertencer aos que têm dinheiro, aos que podem pagar. Até posso concordar, mas se por lá passarem agora hão-de concordar que já há onde dormir com ofertas para várias bolsas, já não temos que pisar a areia escaldante para percorrer a duna até à praia ou para simplesmente passear à beira da estrada. Existem passadiços de madeira, jardins e a antiga paisagem de carros estacionados por todo o lado deu lugar a uma vegetação que teimava em não crescer. Para os mais saudosistas, devo referir que a Tróia selvagem e deserta continua a existir, desde que queiramos afastar-nos um pouco do complexo turístico. A seguir ao Sol-Troia continua a haver kilometros de praias desertas e salvagens. Mais à frente, a bonita praia da Comporta e o restaurante Ilha do Arroz. É um espaço simples mas acolhedor e goza de uma paisagem arrebatadora. Tem esplanada para os dias que convidam ao sol e uma zona onde se pode relaxar e perguiçar em confortáveis puffs. A criançada faz aqui as suas delicias, pois areia e ar livre não faltam para dar asas à imaginação. O serviço é simpático e a ementa rica em arroz, havendo opções que deixam todos, mesmo os mais exigentes, satisfeitos. A nossa escolha recaiu sobre o Arroz de Lingueirão: estava fabuloso, bem recheado, bom tempero, muito molho e o toque aromáticos dos coentros. Enquanto se espera pela demora que não é muita, pode-se optar por variadas entradas, ou simplesmente, aguardar pelo prato principal contemplando as tonalidades da água e o contraste que fazem com o dourado da areia que é único. Ao fundo impõe-se a Arrábida majestosa qual guardiã de tão belo lugar.

Sunday, May 24, 2009

Noiva do Mar (Lifecooler)

Provavelmente já é do conhecimento da maioria das pessoas, pois foi amplamente divulgado nos locais de venda de jornais e revistas, ou talvez não, que o site http://www.lifecooler.com/ lançou em meados do ano passado um livro de descontos em restaurantes, hotéis, bares institutos de beleza e empresas de desportos de lazer e radicais. Os voucher’s têm validade até Outubro deste ano e na maioria das situações os restaurantes oferecem o 2º prato na compra de outro ou, 50% de desconto sobre o total da conta excluindo as bebidas. Todos os restaurantes que já frequentei são de excelente qualidade e com preços que habitualmente só sentimos vontade de pagar em dias festivos ou quando já nos cansámos dos pratos do quotidiano e apetece-nos sentir o cheiro e provar as artes da cozinha gourmet, de autor ou de fusão. Este tipo de iniciativas leva-nos a conhecer locais, gentes e sabores que de outra forma, provavelmente adiaríamos com o pretexto de que o requinte e o preço que se paga por outros sabores, não são de todo prioritários. O restaurante de que vos falo e que conheci no contexto do lifecooler, fica no litoral Oeste, bem lá para os lados da Lourinhã. Chama-se Noiva do Mar e fica integrado num recente Resort Turístico de 4 estrelas que simpaticamente nos foi mostrado em visita guiada. É composto por Apartamentos T1 e T2 muito bem equipados e com decoração moderna e funcional (os T1 são de apenas um piso e os T2 em formato de duplex), um SPA/Healths Club com o maior jacuzzi que já vi, um bar panorâmico e sala para eventos e reuniões. Está prevista uma piscina exterior que ainda se encontra fase de projecto. Mais informações em http://www.noivadomar.pt/ O restaurante tem uma arquitectura circular com janelas em vidro acompanhando a orla marítima e permitindo uma vista panorâmica sobre o imenso azul do mar ali tão perto. No dia que lá estivemos conseguia-se avistar as Berlengas, Peniche e Santa Cruz. É neste ambiente que se degusta uma refeição que é servida com qualidade e requinte por simpáticos funcionários.
A sala é de dimensões medianas decorada em tons de azul e branco e motivos marinhos que evocam o local onde se encontra. As entradas são compostas por pão servido de forma individual, e deliciosa manteiga e pasta de marisco. Escolhemos um creme de marisco que estava divinal e que foi servido a partir concha de um búzio gigante. Os pratos foram compostos por Cherne grelhado com legumes e Pato Confit servido com batatinhas de forno numa combinação que deixa saudades de voltar.
As sobremesas foram escolhidas com o apoio do funcionário e as escolhas recaíram sobre Parfoit (uma espécie de semi-frio) de aguardente da Lourinha, Parfoit de Licor Beirão com nozes caramelizadas em mel sobre café e Pêra Rocha cozida em calda de acuçar com pau de canela salteada em mel acompanhada com gelado. Tudo foi preparado e servido com grande profissionalismo e dedicação. Ficam os sabores, a experiência e a vontade de continuar por novas aventuras gastronómicas.

Thursday, April 30, 2009

HOTEL TIVOLI VICTORIA – Experiência de Puro Luxo em Vilamoura (XXX Congresso Português de Cardiologia)

Puro luxo é a expressão que me ocorre para descrever e caracterizar o novíssimo resort da cadeia Tivoli com que Vilamoura foi prendada no passado mês de Março. Na 3ª rotunda, segue-se a Estrada de Albufeira e, de novo na 3ªrotunda à esquerda encontra-se, no final da nova urbanização que ali nasceu, junto dos campos de Golf Millenium e Victoria, o novo Hotel Tivoli Victoria. No âmbito do XXX Congresso Português de Cardiologia tive o previlégio de usufruir das instalações deste belo hotel. A chegada ao hotel impõe-nos um lobby poderoso, brilhante e arrebatador. O calor e a simpatia de quem nos recebe na recepção, são um cartão de visita que deixa saudade. Após as formalidades do check-in os olhos percorrem o imenso espaço com que o lobby nos acolhe. O que nos prende é sem dúvida o chão de mármore castanha, lindíssima, que reflecte o brilho das luzes do tecto com se elas nascessem no soalho. Uma árvore solitária, construída ramo a ramo, impõe-se como uma estatueta tentando competir com o poderoso lobby no domínio da atenção dos recém chegados àquele imenso salão. A chegada aos quartos faz-se por longos e silencioso corredores que vão mostrando a dimensão do edifício e deixando ver nas zonas de vidro a organização dos espaços exteriores. Este percurso é sempre feito com um agradável cheiro a materiais novos quase por inaugurar. O quarto é poderoso com dimensões que convidam a entrar e a usufruir de todos os requintes que a tecnologia e o bom gosto colocam ao dispor. Entre o que é habitual em hotéis desta categoria, como o menu de almofadas, serviço de abertura de camas, roupões e chinelos em algodão, destacam-se a banheira com “Rainschower” em separado, In-Mirror TV no Wc (pequeno ecran de TV numa das faces do espelho de aumentar, com base rotativa da Aliseo GmbH, Germany), varandas privadas com lounge bads, cofre com espaço para o computador portátil, iHome com Pod Hub & rádio, máquina de café nespresso, entre outros requintes de luxo disponíveis para consulta detalhada no site http://www.tivolihotels.com/hoteis-portugal/destino/algarve/tivoli-victoria-09/lista.aspx. O chão é coberto por largas lages de mármore cinza que contrastam com as paredes forradas em papel de parede castanho com relevos que fazem lembrar tecido tipo “sarapilheira. Na parede um elegante LCD Samsung destaca-se sobre uma consola de cor preta que alberga um sofisticado telefone e uma máquina de café nespresso. Os clássicos roupeiros são aqui substituídos por autênticos closet’s, que se encerram por detrás de portas construídas em ripas de madeira e que fazem continuidade com a restante parede. A casa de banho é um local de encanto. Apreciar um espaço projectado como um verdadeiro elemento vivo, chega a competir com o próprio quarto na disputa pela captação da atenção. De facto os elementos de conforto de que dispõe e a forma como se abre para o quarto, leva os utilizadores a conviver com este espaço como se ele fosse uma continuidade do próprio quarto. As suas paredes são deslizantes permitindo maior ou menor reserva. Quando abertas, mostram um móvel com um lavatório de design elegante, elegantemente colocado atrás de uma parede amovível com espelho que se abre para o quarto. A banheira da Duravit e torneiras da Axor (hansgrohe) permite banhos de imersão ali, quase no meio do quarto. A cabine de duche é apenas um compartimento de vidro com um Rainschower de grandes dimensões que confere ao duche um prazer sem fim. As camas são exímias em conforto. O corpo aprecia cada toque do alto colchão que é coberto com um sobre-colchão absolutamente macio e confortável que, para minha satisfação, é fabricado em Portugal. Mais detalhes poderão ser encontrados no site http://www.patorico.com/. A leveza do edredon, também de origem nacional, cobre-nos com toques suaves que permitem confortáveis temperaturas que só as penas de pato permitindo alcançar. O sono é de grande qualidade e deixa o corpo preparado para o dia que se segue que tem muitas surpresas para desvendar. O sol enche o quarto logo que afastamos as cortinas. A cama lounge na varanda cheia de confortáveis almofadas, convida a de novo deitar e a sentir os primeiros carinhos do sol algarvio que nos aquece e enche a alma. Segue-se o requintado pequeno almoço numa sala repleta de luxo e luz. As mesas têm pés de madeira em castanho escuro e para sentar oferecem-se confortáveis cadeiras e bancos corridos decorados com almofadas beje em pele. Os balcões das iguarias são longos e brancos com alimentos alinhados, fatiados e coloridos, conferindo àquele espaço uma beleza que os olhos apreciam antes do paladar. Voltando de novo ao lobby, percebem-se em discretos e protegidos cantos, zonas de descanso e leitura decorados com papel de parede e sofás em castanho escuro com coloridas almofadas. Uma ilha redonda em tons dourados complementa o lobby e só de perto se percebe, que afinal é um bar de apoio. Todo o bloco central do edifício tem varandas com elegante mobiliário de exterior de onde se tem a mais bela das paisagens que é elaborada por duas elegantes piscinas rodeadas de palmeiras e camas de repouso individuais e duplas que se fundem com o magnífico campo de golf onde predomina o verde e os lagos que se projectam até ao mar. A piscina dos meninos está estrategicamente numa quota inferior em relação às grandes piscinas, permitindo à pequenada maiores euforia sem perturbar os momentos de lazer dos que já apreciam maior calma e silêncio. A ladear a piscina infantil encontram-se inúmeras e confortáveis camas, algumas viradas para o golf. No bloco mais à direita das piscinas centrais encontra-se uma outra piscina com cascatas e uma ponte de madeira onde se podem passar horas de descanso nas confortáveis camas que lá foram estrategicamente colocadas. No edifício central mesmo lá no topo encontra-se um SPA, com a assinatura Banyan Tree Hotel&Resorts (http://www.banyantree.com/), mundialmente conhecido por levar o prazer a zonas luxosas do mundo. A paisagem é arrebatadora. O ambiente é Zen e oriental. Uma equipa de massagistas Tailandesas fazem as delícias de quem se submete aos prazeres e às sensações boas da vida. Todo o SPA é decorado com cores pretas, desde a ardósia que atapeta o chão até aos ladrilhos pretos que forram o fundo e as paredes da piscina hidrodinâmica. As paredes de vidro no espaço da piscina deixam penetrar os raios de sol que mergulham na água e reflectem cores de várias cores de onde sobressai o rosa dos ladrilhos do fundo. A varanda que acompanha todo o edifício do SPA é forrada com deco de madeira com oliveiras, camas de descanso e jacuzzis ao ar livre. De lá de cima tem-se a mais bela e envolvente das paisagens. Lá em baixo, as piscinas, as palmeiras e o mobiliário de exterior, são agora pequenos manchas e pontos alinhados com se estivessem desenhados no chão. Em frente, o green do golf e o espelho de água dos lagos. Ao fundo, Vilamoura, o céu e o mar.

Saturday, April 18, 2009

MONTE SANTO RESORT (Um Santuário no Barlavento)

A região do Carvoeiro, no Barlavento Algarvio, é uma região ainda rural com uma linha de costa caracterizada por zonas rochosas por entre as quais se abrem pequenas enseadas de areia fina e dourada, onde se pode gozar o sol e mar, como em nenhum outro local. Os acessos por vezes são mais complexos e chegar a estas mini-praias paradisíacas, constitui muitas vezes um desafio por entre areias e estradas de pedras batidas. O esforço compensa e, se for ao entardecer, somos presenteados pelas graças do sol que pincela as rochas espraiando-se nas areias e no mar deixando um rasgo de luz, beleza e nostalgia. Neste cenário que mais parece retirado de uma paisagem pintada em tela e saído da imaginação de um pintor de renome, surgem, aqui e ali pequenos santuários de conforto e prazer, onde se pode estar mais perto destes cenários de beleza. O Monte Santo Resort é um deles e encontra-se implantado em vários hectares de terreno à entrada da Vila do Carvoeiro, mais precisamente no Monte Carvoeiro. Este resort integra a cadeia Imocom e oferece aos seus visitantes alojamentos em villas e apartamentos apoiados por restaurante, bar, SPA, uma magnífica e generosa piscina interior, sauna, banho turco e um ginásio. O complexo encontra-se projectado em pequenas edificações distribuídas pela discreta irregularidade do terreno, envolvidas por pequenos jardins e relvado. A distância entre os núcleos arquitectónicos permite uma excelente visibilidade da maior parte do resort e a iluminação majestosa pelo sol. O elemento sempre presente e que liga todo complexo é a água. Um discreto mas marcante riacho recorta a paisagem do complexo, aproveitando o declive do terreno para se unir na zona nobre da unidade à gigantesca piscina exterior que constitui o coração do resort e permite jogos de reflexão que mudam em função da projecção do sol ou da chegada das indesejadas nuvens. Camas de água dentro de água, estrategicamente colocadas, convidam a momentos de absoluto repouso em contacto com o elemento líquido que convida à flutuação. Nesta beleza organizada respira-se tranquilidade, descanso, beleza e conforto. Os apartamentos foram-nos apresentados pelo Sr. José Boto (?) da forma mais simpática e pormenorizada a que alguma vez já assistimos. Em cada divisão foi-nos apresentada e explicada cada funcionalidade disponível, desde os interruptores que controlam a luz até ao ar condicionado e sistema de aquecimento do soalho. No final foi como se sempre tivéssemos habitado aquele espaço e nada nos parecia estranho ou desconhecido. Os espaços são cuidados, com mobiliário de qualidade, camas muito confortáveis e de decoração minimalista e clean, oferecendo índices de conforto elevados. Notam-se a escolha de materiais de qualidade em todas as divisões. As casas de banho são distintas com paredes e soalho revestidos de calcário conquifero marmoreado e uma mármore castanha líndissima a destacar a parede do lavatório. Os produtos de higiene são da L’Occitane (em provence) com um aroma penetrante, duradouro e inesquecível. Todos os pormenores descritos fazem-nos sentir bem e merecedores dos dias de descanso. No entanto, é inevitável não estabelecer comparações com outros resorts que já visitei, para perceber que já não dispenso os confortáveis roupões ou as magníficas cabines de duche, que aqui estão substituídas por banheiras com cabeças de duche multi-funcionais que vão desde o normal-champagne-massage-jet e rain. Um apontamento que, a meu ver, pode ser melhorado contribuído na plenitude para a classificação máxima que o resort já tem. Tudo o resto é irrepreensível, envolvente e confortável, permitindo boas horas de repouso. Um pormenor menos habitual e que por isso importa destacar é o soalho aquecido em todas as divisões, com controlo de temperatura autónoma, permitindo pisar o chão e sentir o toque quente da tijoleira que habitualmente nos provoca arrepios. Do ponto de vista das instalações e equipamentos de lazer, para além da piscina interior (já referida) com água límpida e bem aquecida, existe ainda um ginásio, que é modesto com pouco equipamento mas em boas condições de funcionamento. Também aqui faria falta um toque final de correcção de posicionamento dos equipamentos, que poderiam estar, ou dirigidos para a parede de espelhos com 2 ou 3 LCD’s frontais ou virados para a parede de vidro que mostra um exterior belo e natural. Existe ainda um campo desportivo para jogos diversos (ténis, futebol, etc.) bem cuidado e dimensionado e de utilização gratuita sob marcação. A unidade está equipada, por enquanto só no edifício central, com Internet Wi-Fi permitindo utilização da linha por quem tem computador próprio, sob o pagamento de 5 euros/hora. Esta é uma metodologia que ainda é muito frequente nos hotéis e resort’s em Portugal, mas que em outros países da Europa segue a política dos espaços públicos, isto é, manter o acesso livre por Wireless aos clientes portadores de PC portáteis, mesmo em hotéis que têm netpoint. A nossa estadia previa o pequeno-almoço sobre o qual não há muito a dizer. Tratando-se de um aldeamento turístico, esta refeição é apenas servida quando incluída em determinados pacotes de reserva, pelo que sentimos e muito a falta da diversidade a que estamos habituados em hotéis com outras características. A sala revelou-se manifestamente incapaz de absorver toda a gente quando vários clientes decidiam comparecer à mesma hora. Mas, o que estava disponível era bom e tinha qualidade. Os resorts em formato de aldeamento turístico têm características próprias inerentes à sua construção e funcionamento pelo que as funcionalidades são mais ou menos apreciadas e funcionais em função das épocas do ano. Em época de bom tempo é indiscutível que os passeios ao ar livre entre riachos e pontes fazem as delícias de pequenos e graúdos. Mas, quando o vento sopra e a piscina interior convida a um relaxante mergulho, voltar ao contacto com o exterior de volta ao agradável soalho aquecido, é uma aventura que se dispensa. A destacar um apontamento para a disponibilidade e simpatia permanente de todos funcionários do hotel, nomeadamente o Luís Vicente, o Hugo Gil e a D. Graça, na recepção, do Manuel e do Luís no apoio ao pequeno-almoço, e todos os que se dedicam ao apoio dos equipamentos de lazer, que estiveram sempre prontos para ajudar e agradar sem nunca lhes faltar um sorriso ou uma palavra de apreço. Este carinho conforta os visitantes deixado perceber que neste local se cultivam relações que ultrapassam o contacto casual do cliente que está de passagem. A estadia no Carvoeiro permitiu-nos ainda aproveitar pela primeira vez uma experiência Gourmet de “A Vida é Bela”, com que fui presenteado no aniversário. Escolhemos o restaurante o Caniço, no Aldeamento da Prainha no Alvor. Para lá chegar é necessário bom sentido de orientação e parar e perguntar aqui e ali para finalmente encontrar uma estrada sem saída com uma cancela que permite passagem apenas pedonal até ao cimo de uma falésia com uma paisagem arrebatadora. Depois, descem-se umas escadas e ao fundo, um túnel leva-nos a um elevador em plena falésia que termina num outro túnel que dá acesso ao restaurante. O Caniço encontra-se encrustado entre duas rochas. Trata-se de um espaço exótico e diferente com tecto de canas e cadeiras e mesas de madeira, muita luz e simpatia. A baía, o céu, o mar as rochas e as gaivotas compõem o resto do cenário. Escolhemos arroz de Lingueirão e Costeletas de Borrego grelhadas com molho de hortelã. Foi uma experiência agradável.

Wednesday, March 25, 2009

MONTE DA QUINTA SUITES (MQS)

A Quinta do Lago é indiscutivelmente uma das zonas mais nobres do Algarve. Ali encontram-se um conjunto de elementos que permitem, em conjunto, caracterizar a zona com índices de qualidade ímpares no país e no Mundo. Este pedaço de terra, de tão nobre carisma, constituindo um enclave entre Vilamoura e Faro, tornou-se pelas suas qualidades, um paraíso natural que reúne condições para a prática de férias em quase todos os domínios. É prendada por praias lindíssimas, pela Ria Formosa, por Campos de Golf que estão entre os melhores do mundo, oferece um parque arquitectónico criteriosamente projectado, conferindo índices de ocupação e de oferta equilibrados. O mais recente exemplo é Monte da Quinta Suites, majestosamente implantado no final da Avenida André Jordan. O edifício sóbrio na sua concepção radial, constitui a última fase de construção do Resort Monte da Quinta e encerra atrás de si, um magnífico “jardim” de moradias de luxo onde nada foi esquecido, feito ou deixado ao acaso. O Hotel tem linhas arquitectónicas elegantes fazendo recordar as antigas mansões senhoriais das grandes propriedades africanas. O lobby é muito diferente de tudo o que já vi, não pela sua morfologia mas sim pelos elementos que compõem a decoração. Ao entrar, somos atraídos para um conflito de espanto e presença, que nos impede de concentrar no momento do check-in. Por cima de nós pairam elementos marinhos imponentes na sua corpulência e no seu porte majestoso que nos tocam pela forma como flutuam raiados pela luz do sol, qual autêntico bailado que nos deixa a sensação de estarmos ali, a assistir, no fundo marinho, a uma apresentação que nos esperava e que nos deixa antever uma estadia cheia de surpresas e de agradável conforto. O acesso às suites é imponente e majestoso pois seguimos ladeados por varandas que ligam os dois pisos e que deixam crescer canas que procuram imperiosamente a luz do sol. Aqui e ali encontram-se quadros que, de tão grandes, também eles funcionam como elementos de ligação entre os pisos permitindo uma observação integral. As suites são uma bela surpresa! São seguramente as mais luxuosas que já visitei. Esperava-nos uma suite T2 (um simpático up-grade que deixa qualquer cliente de água na boca) com dois quartos muito bem decorados, ambos com “closet” e um quarto de banho luxuoso. A nossa estadia, incluída num “pack “designado de “Relax SPA”, previa inúmeros mimos, entre eles um “Welcome Pack Confort Zone”, que permitia ter à disposição nos WC’s inúmeros produtos de amenities, desde o protector solar ao leite de corpo. Os aromas são florais e o toque final é hidratante, suave e perfumado. A sala é ampla, funcional e muito confortável. Os elementos que compõem a decoração têm um design moderno e atractivo. A cozinha é completamente equipada e em pouco metros quadrados tem tudo o que hoje se exige num Hotel Suite com esta qualidade. Da enorme varanda alcança-se uma vista sobre todo o Resort onde estão implantadas as vivendas do Monte da Quinta Club. São inúmeras as Villas, dispostas de forma organizada e harmoniosa numa simbiose perfeita com a paisagem envolvente. A leitura que os olhos deixam fazer é a de que ouve cuidado, muito cuidado na construção, que é abundante sem ser excessiva. Não tive a oportunidade de visitar o complexo de Villas (ficará para outra oportunidade que espero, não faltará). De volta ao Suite Hotel, somos surpreendidos em cada parede com telas muito interessantes que nos obrigam a parar, a olhar e reflectir sobre os pensamentos dos seus autores no momento da sua criação. O que terá levado um pintor a desenhar um quadro que ocupa dois andares com um galo do campo que é esticado até chegar ao 1ºandar? Ou, em que simbolismo terá pensado o autor da tela que se encontra na sala ao lado do bar, onde gatos pretos deambulam sobre uma elegante mesa? A sala do restaurante é minimalista tendo apenas dois apontamentos que se destacam. Presas ao tecto, encontram-se canas trabalhadas e pintadas à mão, numa arte que a mim, me recorda sempre a América Latina/do Sul e terras como o Peru, Argentina e Patagónia. Sobre o balcão do buffet o motivo de atenção é uma tela, enorme, muito azul com um mar num prato e o pequeno barco naquele imenso azul. O pequeno-almoço é de 5 estrelas, nada inferior ao que habitualmente encontramos nas unidades de classificação superior. Em confidência e numa visita de cortesia à nossa mesa, O Sr. Director Daniel Gama e depois de eu elogiar a luxuosidade do hotel, referiu-me que a unidade só não é de 5 estrelas porque as zonas de acesso aos WC’s (referia-se aos “closet’s”) deveriam ter mais 1 metro quadrado. Seguramente, são aspectos técnicos que o cliente não domina, não repara, não o incomoda, mas que a nossa Direcção Geral de Turismo segue com rigor. Vamos ver como se vão adaptar a nova classificação de 6 estrelas para o novíssimo Palácio da Quinta que já nasceu à entrada da Quinta do Lago e que honra a cadeia Hilton no seu produto de luxo convenientemente designado de Conrad.
Nesta mesma sala jantámos na penumbra da luz reduzida, um jantar bem preparado, delicioso e muito sofisticado, como já nos habituámos em unidade com este nível. Escolhemos para entrada um Crepe de Espinafres e Ricotta Gratinada com Mozzarela, uma verdadeira obra de arte culinária e camarão frito com alho. Os pratos principais passaram pelo Robalo Assado com Cogumelos Selvagens sobre Espargos Verdes e Porco Preto Grelhado sobre Risotto de Miscaros e Espargos Brancos. Sem dúvida que o Robalo se destacou pelo conjunto dos sabores que proporcionou. O Risotto era delicioso. A fechar a mesa escolhemos Bolo de Chocolate recheado com Frutos do Bosque, um verdadeiro cocktail de encantos aromáticos, sabores inolvidáveis e de uma presença visual duradoura. A outra escolha recaiu sobre o Creme Brulée com Framboesa. Trata-se de um leite-creme deliciosamente envolvido com framboesas e encimado com uma crosta espessa, estaladiça e deliciosa de açúcar queimado que nos deixa extasiados de prazer.
Volto de novo às zonas de acesso às suites, que, para mim, juntamente com o lobby constituem os elementos nobres daquele lugar mágico. Por entre o verde das canas e a calma da luz solar pode-se observar de qualquer distância o bailado dos peixes suspensos que nos saúdam e recordam que aquele lugar é de paz. Nos próprios corredores de acesso, que mostram bom gosto e inteligência arquitectónica, dá vontade de estar, tal é a fusão entre os elementos de construção (chão, paredes, varandas) os apontamentos de decoração, o verde suave das plantas e a luz ténue do sol.
Um apontamento para o Magnólia SPA, que disponibiliza uma generosa variedade de experiências de saúde e bem-estar, para além de uma belíssima piscina interior, um jacuzzi quente e outro frio e uma agora moderna zona de gelo para nos envolvermos antes de provarmos as delicias do contraste do quente e do frio. O Ginásio é muito bom, tem em variedade e em quantidade equipamentos de grande qualidade, pouco habituais em unidade de 4 estrelas e mesmo em algumas de 5 estrelas que frequento. O responsável daquele espaço, o Gonçalo, lá me abordou no sentido de realizar um treino acompanhado ao que eu retorqui dizendo que, estava habituado a treinar só e que as minhas experiências com os PT’s não tinham sido as melhores. No final do treino aceitei a sugestão e entreguei-me a um número razoável de exercícios apenas com uma bola e com a sua orientação. Fiquei rendido. Quero voltar!

Tuesday, January 6, 2009

Hotel Alvôr Village

O prazer de visitar e conhecer novos resorts leva-me, mesmo quando em trabalho, a pesquisar o que de novo se vai inaugurando em Portugal em materia de unidades hoteleiras. Porque não fazer jus da velha máxima que é juntar o útil ao agradável? Com estes princípios que já são inerentes ao meu modus vivendi, com a devida antecedência e com a preciosa ajuda da internet, inicio as necessárias pesquisas que antecendem uma potencial reserva. Foi nesta condição que em Dezembro último quando as obrigações profissionais me conduziram até Portimão, me instalei no novíssimo Hotel Alvôr Village. Aquando das pesquisas, o google maps orientou-me e os traços gerais sobre a região estavam presentes e definidos na minha cabeça. Dei início ao meu trabalho e cerca das 21 horas, sem saber o que me espera para lá chegar, cheio de entusiasmo, decidi partir de Portimão, da Avenida V5, para o Alvôr seguindo as placas de sinalização das estradas. Depressas entendi que as linhas mestras da minha orientação tão habilmente aprendidas no site de mapas do google, não serviram para mais do que andar às voltas e de volta sempre ao local de partida sem encontrar caminho de continuação. Aí, dei início a outra forma de pesquisa que dispensa a internet mas que funciona bem dependendo do interlocutor e da capacidade de orientação do receptor. Parar e perguntar é sempre uma aventura que se pode tornar engraçada, mas ao mesmo tempo maçadora e desesperante. A cada paragem lá ouvia as indicações das simpáticas pessoas que resolveram ajudar-me. Mas o complexo emaranhado de rotundas que invadiu todas as terras do nosso país, muitas vezes sem dar continuidade à sinalização dos locais em nada favoreceu a minha tarefa. Isto para dizer que andei perdido 45 min, de noite, por terras entre Portimão e Alvôr sem encontrar o magnífico Hotel cujas imagens apresentadas pelo booking.com faziam antever um resort de grande qualidade. Entre o desespero de quem não encontra o fim dos caminhos perdidos, decidi telefonar para o hotel na tentativa de ser melhor orientado. Engano! O rapazinho recepcionista só me dizia que na rotunda do Alvôr tinha que ir em frente e depois virar à direita. Mais tarde percebi que até àquela rotunda e do local onde me encontrava, era necessário contornar mais 6 ou 7 daquelas magníficas obras de engenharia. Cerca de 4 paragens depois, todas apoaidas com simpáticas pistas, lá encontrei o hotel, nem sei como, pois nunca encontrei nem uma única placa com o nome da unidade. Percebi mais tarde que o hotel integra a cadeia Luna Hoteis&Resorts (www.lunahoteis.com) e essa é a única referência pelos caminhos até lá. O Hotel é arquitectonicamente muito sóbrio, em linhas direitas e geométricas. Toda a zona frontal do lobby é de vidro, o que provoca uma magnífica projecção de luz para o exterior, proporcionando uma sensação de tranquilidade e envolvimento. A decoração é de estilo new design com as madeiras e os tecidos em conjugação harmoniosa. O lobby é poderoso pois para além de amplo e com um pé alto à alturar do edifíco de 4 andares, tem uma parede decorada com pedra ornamental que lhe confere poder e presença. Dois elevadores panorámicos ligam o lobby aos pisos que para esse lado têm varandas de vidro. Todas as suites têm varanda e a decoração é simples mas confortável. A cozinha está bem equipada com o necessário para refeições mesmo que mais elaboradas. O quarto encontra-se separado da sala com um pequeno móvel que suporta um bonito plasma montado num sistema de rotação para servir ambas as assoalhadas. A vista da varanda das suites traseiras é muito tranquila pois deixa mostrar as villas em redor do complexo e uma grande zona relvada muito bem cuidada onde se encontram as piscinas exteriores. O nascer do sol tem ali um encanto especial. A luz da manhã entra calma como que a pincelar a relva ainda brilhante da geada da noite. O pequeno almoço é sim ples e ligeiro, mas quanto baste e pode ser reforçado a pedido. Do restaurante, todo em vidro, tem-se a mesma panorâmica verde ainda brilhante, com o sol a aquecer o ambiente e a encandear os madrugadores. O mobiliário é moderno associando designs e conforto numa mistura de cores branco e preto. Ficou a faltar um esplenderoso SPA naquele magnífico edifício.










Spirito SPA- Hotel Sheraton Lisboa

Hoje, dia 22 de Dezembro cumpre-se mais um aniversário da Maria. O nosso lema, ao qual nos dedicamos cada vez mais e do qual somos aficionados adictos e jogadores dedicados é: “Comemorar é preciso”. Como tal, as datas com significado especial são preparadas cada vez com mais entusiasmo, trazendo a pesquisa por novos espaços, diferentes sensa(tenta)ções e redobrado prazer. Este ano, esses dias que marcam as nossas vidas foram coincidentes com dias de actividades laborais normais, pelo que, as decisões sobre as comemorações foram dedicadas aos tratamento do corpo e da alma em locais que teriam que ser próximos, mas sem descurar o prazer, o conforto e a excelência, onde, ao fim de um dia de trabalho, fosse possível retemperar forças num ambiente distinto e com glamour. O Spirito Spa do Hotel Sheraton Lisboa foi o eleito, por ter sido recentemente renovado, por estar bem localizado e por nos ser ainda desconhecido. Após breves momentos de tranquilidade no espaço lounge, as terapêutas conduziram-nos à Suite Vip onde nos aguardavam 75min de prazer celestial. Não será necessário referir que o espaço era perfeito, as marquesas aquecidas, o chão e os oléos de tratamento também. O primeiro toque da massagem de relaxamento () foi nos pés. Aquele primeiro contacto, a pressão justa nos sítios correctos, anunciavam momentos altos de profunda descontracção. A competência das terapêutas, tiveram a capacidade de nos deixar à beira do céu. Foi tocado cada músculo, massagado, estirado e relaxado. Segui-se uma passagem pelo Jacuzzi com mecanismos de hidroterapia pensados para as diversas regiões do corpo. Finalmente um duche num balneário com sistemas de jactos de água que permitiam elevar todas as sensações. Os produtos disponíveis, gel e shampoo, eram da … e deixaram-nos macios e hidratados prontos para o jantar. De GPS programado foi fácil encontrar o restaurante Faz Figura (http://www.fazfigura.com), na rua do Paraíso 15B no alto da Graça, entre o Hospital da Marinha e o Museu Militar. Tem um serviço de Volet Parking que nos deixa logo despreocupados com o estacionamento. Depois, é entrar e apreciar. O restaurante tem 2 salas medianas sendo a de não fumadores rodeada de vidro como se a estrutura pendesse numa falésia. A paisagem é quase cinematográfica ao estilo de Lisboa, Tejo e Tudo. O serviço é muito bom, com simpáticos funcionários que para além de prestarem um excelente atendimento, aconselham-nos em relação aos pratos. As escolhas são naturalmente difíceis, tal é a quantidade de opções do menu, mas com alguma audácia e orientação, optámos pelo “Polvo em Crosta de Milho com vegetais salteados, vinagrete de cebola roxa, tomate e poejos frescos”. Estava sublime. Nestes locais faz sentido ambos provarmos os pratos escolhidos pelo que da cozinha vem já o preparado dividido. A segunda escolha recaiu sobre o “Folhado de Cabrito com legumes verdes”. Este prato é absolutamente fabuloso: dentro de um pastel quadrado de massa folhada vem um preparado de cabrito muito bem temperado e finamente ripado que, só de o descrever me deixa de água na boca. Para a sobremesa escolhemos um Soufflé de Café com Ameixa Negra e Espuma de Laranja, feito na hora, ainda quente do forno. O jantar termina com uma deliciosa sensação de bem estar, reconfortados pelas escolhas feitas e muito gratos pela possibilidade de as termos vivido.