Wednesday, March 25, 2009

MONTE DA QUINTA SUITES (MQS)

A Quinta do Lago é indiscutivelmente uma das zonas mais nobres do Algarve. Ali encontram-se um conjunto de elementos que permitem, em conjunto, caracterizar a zona com índices de qualidade ímpares no país e no Mundo. Este pedaço de terra, de tão nobre carisma, constituindo um enclave entre Vilamoura e Faro, tornou-se pelas suas qualidades, um paraíso natural que reúne condições para a prática de férias em quase todos os domínios. É prendada por praias lindíssimas, pela Ria Formosa, por Campos de Golf que estão entre os melhores do mundo, oferece um parque arquitectónico criteriosamente projectado, conferindo índices de ocupação e de oferta equilibrados. O mais recente exemplo é Monte da Quinta Suites, majestosamente implantado no final da Avenida André Jordan. O edifício sóbrio na sua concepção radial, constitui a última fase de construção do Resort Monte da Quinta e encerra atrás de si, um magnífico “jardim” de moradias de luxo onde nada foi esquecido, feito ou deixado ao acaso. O Hotel tem linhas arquitectónicas elegantes fazendo recordar as antigas mansões senhoriais das grandes propriedades africanas. O lobby é muito diferente de tudo o que já vi, não pela sua morfologia mas sim pelos elementos que compõem a decoração. Ao entrar, somos atraídos para um conflito de espanto e presença, que nos impede de concentrar no momento do check-in. Por cima de nós pairam elementos marinhos imponentes na sua corpulência e no seu porte majestoso que nos tocam pela forma como flutuam raiados pela luz do sol, qual autêntico bailado que nos deixa a sensação de estarmos ali, a assistir, no fundo marinho, a uma apresentação que nos esperava e que nos deixa antever uma estadia cheia de surpresas e de agradável conforto. O acesso às suites é imponente e majestoso pois seguimos ladeados por varandas que ligam os dois pisos e que deixam crescer canas que procuram imperiosamente a luz do sol. Aqui e ali encontram-se quadros que, de tão grandes, também eles funcionam como elementos de ligação entre os pisos permitindo uma observação integral. As suites são uma bela surpresa! São seguramente as mais luxuosas que já visitei. Esperava-nos uma suite T2 (um simpático up-grade que deixa qualquer cliente de água na boca) com dois quartos muito bem decorados, ambos com “closet” e um quarto de banho luxuoso. A nossa estadia, incluída num “pack “designado de “Relax SPA”, previa inúmeros mimos, entre eles um “Welcome Pack Confort Zone”, que permitia ter à disposição nos WC’s inúmeros produtos de amenities, desde o protector solar ao leite de corpo. Os aromas são florais e o toque final é hidratante, suave e perfumado. A sala é ampla, funcional e muito confortável. Os elementos que compõem a decoração têm um design moderno e atractivo. A cozinha é completamente equipada e em pouco metros quadrados tem tudo o que hoje se exige num Hotel Suite com esta qualidade. Da enorme varanda alcança-se uma vista sobre todo o Resort onde estão implantadas as vivendas do Monte da Quinta Club. São inúmeras as Villas, dispostas de forma organizada e harmoniosa numa simbiose perfeita com a paisagem envolvente. A leitura que os olhos deixam fazer é a de que ouve cuidado, muito cuidado na construção, que é abundante sem ser excessiva. Não tive a oportunidade de visitar o complexo de Villas (ficará para outra oportunidade que espero, não faltará). De volta ao Suite Hotel, somos surpreendidos em cada parede com telas muito interessantes que nos obrigam a parar, a olhar e reflectir sobre os pensamentos dos seus autores no momento da sua criação. O que terá levado um pintor a desenhar um quadro que ocupa dois andares com um galo do campo que é esticado até chegar ao 1ºandar? Ou, em que simbolismo terá pensado o autor da tela que se encontra na sala ao lado do bar, onde gatos pretos deambulam sobre uma elegante mesa? A sala do restaurante é minimalista tendo apenas dois apontamentos que se destacam. Presas ao tecto, encontram-se canas trabalhadas e pintadas à mão, numa arte que a mim, me recorda sempre a América Latina/do Sul e terras como o Peru, Argentina e Patagónia. Sobre o balcão do buffet o motivo de atenção é uma tela, enorme, muito azul com um mar num prato e o pequeno barco naquele imenso azul. O pequeno-almoço é de 5 estrelas, nada inferior ao que habitualmente encontramos nas unidades de classificação superior. Em confidência e numa visita de cortesia à nossa mesa, O Sr. Director Daniel Gama e depois de eu elogiar a luxuosidade do hotel, referiu-me que a unidade só não é de 5 estrelas porque as zonas de acesso aos WC’s (referia-se aos “closet’s”) deveriam ter mais 1 metro quadrado. Seguramente, são aspectos técnicos que o cliente não domina, não repara, não o incomoda, mas que a nossa Direcção Geral de Turismo segue com rigor. Vamos ver como se vão adaptar a nova classificação de 6 estrelas para o novíssimo Palácio da Quinta que já nasceu à entrada da Quinta do Lago e que honra a cadeia Hilton no seu produto de luxo convenientemente designado de Conrad.
Nesta mesma sala jantámos na penumbra da luz reduzida, um jantar bem preparado, delicioso e muito sofisticado, como já nos habituámos em unidade com este nível. Escolhemos para entrada um Crepe de Espinafres e Ricotta Gratinada com Mozzarela, uma verdadeira obra de arte culinária e camarão frito com alho. Os pratos principais passaram pelo Robalo Assado com Cogumelos Selvagens sobre Espargos Verdes e Porco Preto Grelhado sobre Risotto de Miscaros e Espargos Brancos. Sem dúvida que o Robalo se destacou pelo conjunto dos sabores que proporcionou. O Risotto era delicioso. A fechar a mesa escolhemos Bolo de Chocolate recheado com Frutos do Bosque, um verdadeiro cocktail de encantos aromáticos, sabores inolvidáveis e de uma presença visual duradoura. A outra escolha recaiu sobre o Creme Brulée com Framboesa. Trata-se de um leite-creme deliciosamente envolvido com framboesas e encimado com uma crosta espessa, estaladiça e deliciosa de açúcar queimado que nos deixa extasiados de prazer.
Volto de novo às zonas de acesso às suites, que, para mim, juntamente com o lobby constituem os elementos nobres daquele lugar mágico. Por entre o verde das canas e a calma da luz solar pode-se observar de qualquer distância o bailado dos peixes suspensos que nos saúdam e recordam que aquele lugar é de paz. Nos próprios corredores de acesso, que mostram bom gosto e inteligência arquitectónica, dá vontade de estar, tal é a fusão entre os elementos de construção (chão, paredes, varandas) os apontamentos de decoração, o verde suave das plantas e a luz ténue do sol.
Um apontamento para o Magnólia SPA, que disponibiliza uma generosa variedade de experiências de saúde e bem-estar, para além de uma belíssima piscina interior, um jacuzzi quente e outro frio e uma agora moderna zona de gelo para nos envolvermos antes de provarmos as delicias do contraste do quente e do frio. O Ginásio é muito bom, tem em variedade e em quantidade equipamentos de grande qualidade, pouco habituais em unidade de 4 estrelas e mesmo em algumas de 5 estrelas que frequento. O responsável daquele espaço, o Gonçalo, lá me abordou no sentido de realizar um treino acompanhado ao que eu retorqui dizendo que, estava habituado a treinar só e que as minhas experiências com os PT’s não tinham sido as melhores. No final do treino aceitei a sugestão e entreguei-me a um número razoável de exercícios apenas com uma bola e com a sua orientação. Fiquei rendido. Quero voltar!

Tuesday, January 6, 2009

Hotel Alvôr Village

O prazer de visitar e conhecer novos resorts leva-me, mesmo quando em trabalho, a pesquisar o que de novo se vai inaugurando em Portugal em materia de unidades hoteleiras. Porque não fazer jus da velha máxima que é juntar o útil ao agradável? Com estes princípios que já são inerentes ao meu modus vivendi, com a devida antecedência e com a preciosa ajuda da internet, inicio as necessárias pesquisas que antecendem uma potencial reserva. Foi nesta condição que em Dezembro último quando as obrigações profissionais me conduziram até Portimão, me instalei no novíssimo Hotel Alvôr Village. Aquando das pesquisas, o google maps orientou-me e os traços gerais sobre a região estavam presentes e definidos na minha cabeça. Dei início ao meu trabalho e cerca das 21 horas, sem saber o que me espera para lá chegar, cheio de entusiasmo, decidi partir de Portimão, da Avenida V5, para o Alvôr seguindo as placas de sinalização das estradas. Depressas entendi que as linhas mestras da minha orientação tão habilmente aprendidas no site de mapas do google, não serviram para mais do que andar às voltas e de volta sempre ao local de partida sem encontrar caminho de continuação. Aí, dei início a outra forma de pesquisa que dispensa a internet mas que funciona bem dependendo do interlocutor e da capacidade de orientação do receptor. Parar e perguntar é sempre uma aventura que se pode tornar engraçada, mas ao mesmo tempo maçadora e desesperante. A cada paragem lá ouvia as indicações das simpáticas pessoas que resolveram ajudar-me. Mas o complexo emaranhado de rotundas que invadiu todas as terras do nosso país, muitas vezes sem dar continuidade à sinalização dos locais em nada favoreceu a minha tarefa. Isto para dizer que andei perdido 45 min, de noite, por terras entre Portimão e Alvôr sem encontrar o magnífico Hotel cujas imagens apresentadas pelo booking.com faziam antever um resort de grande qualidade. Entre o desespero de quem não encontra o fim dos caminhos perdidos, decidi telefonar para o hotel na tentativa de ser melhor orientado. Engano! O rapazinho recepcionista só me dizia que na rotunda do Alvôr tinha que ir em frente e depois virar à direita. Mais tarde percebi que até àquela rotunda e do local onde me encontrava, era necessário contornar mais 6 ou 7 daquelas magníficas obras de engenharia. Cerca de 4 paragens depois, todas apoaidas com simpáticas pistas, lá encontrei o hotel, nem sei como, pois nunca encontrei nem uma única placa com o nome da unidade. Percebi mais tarde que o hotel integra a cadeia Luna Hoteis&Resorts (www.lunahoteis.com) e essa é a única referência pelos caminhos até lá. O Hotel é arquitectonicamente muito sóbrio, em linhas direitas e geométricas. Toda a zona frontal do lobby é de vidro, o que provoca uma magnífica projecção de luz para o exterior, proporcionando uma sensação de tranquilidade e envolvimento. A decoração é de estilo new design com as madeiras e os tecidos em conjugação harmoniosa. O lobby é poderoso pois para além de amplo e com um pé alto à alturar do edifíco de 4 andares, tem uma parede decorada com pedra ornamental que lhe confere poder e presença. Dois elevadores panorámicos ligam o lobby aos pisos que para esse lado têm varandas de vidro. Todas as suites têm varanda e a decoração é simples mas confortável. A cozinha está bem equipada com o necessário para refeições mesmo que mais elaboradas. O quarto encontra-se separado da sala com um pequeno móvel que suporta um bonito plasma montado num sistema de rotação para servir ambas as assoalhadas. A vista da varanda das suites traseiras é muito tranquila pois deixa mostrar as villas em redor do complexo e uma grande zona relvada muito bem cuidada onde se encontram as piscinas exteriores. O nascer do sol tem ali um encanto especial. A luz da manhã entra calma como que a pincelar a relva ainda brilhante da geada da noite. O pequeno almoço é sim ples e ligeiro, mas quanto baste e pode ser reforçado a pedido. Do restaurante, todo em vidro, tem-se a mesma panorâmica verde ainda brilhante, com o sol a aquecer o ambiente e a encandear os madrugadores. O mobiliário é moderno associando designs e conforto numa mistura de cores branco e preto. Ficou a faltar um esplenderoso SPA naquele magnífico edifício.










Spirito SPA- Hotel Sheraton Lisboa

Hoje, dia 22 de Dezembro cumpre-se mais um aniversário da Maria. O nosso lema, ao qual nos dedicamos cada vez mais e do qual somos aficionados adictos e jogadores dedicados é: “Comemorar é preciso”. Como tal, as datas com significado especial são preparadas cada vez com mais entusiasmo, trazendo a pesquisa por novos espaços, diferentes sensa(tenta)ções e redobrado prazer. Este ano, esses dias que marcam as nossas vidas foram coincidentes com dias de actividades laborais normais, pelo que, as decisões sobre as comemorações foram dedicadas aos tratamento do corpo e da alma em locais que teriam que ser próximos, mas sem descurar o prazer, o conforto e a excelência, onde, ao fim de um dia de trabalho, fosse possível retemperar forças num ambiente distinto e com glamour. O Spirito Spa do Hotel Sheraton Lisboa foi o eleito, por ter sido recentemente renovado, por estar bem localizado e por nos ser ainda desconhecido. Após breves momentos de tranquilidade no espaço lounge, as terapêutas conduziram-nos à Suite Vip onde nos aguardavam 75min de prazer celestial. Não será necessário referir que o espaço era perfeito, as marquesas aquecidas, o chão e os oléos de tratamento também. O primeiro toque da massagem de relaxamento () foi nos pés. Aquele primeiro contacto, a pressão justa nos sítios correctos, anunciavam momentos altos de profunda descontracção. A competência das terapêutas, tiveram a capacidade de nos deixar à beira do céu. Foi tocado cada músculo, massagado, estirado e relaxado. Segui-se uma passagem pelo Jacuzzi com mecanismos de hidroterapia pensados para as diversas regiões do corpo. Finalmente um duche num balneário com sistemas de jactos de água que permitiam elevar todas as sensações. Os produtos disponíveis, gel e shampoo, eram da … e deixaram-nos macios e hidratados prontos para o jantar. De GPS programado foi fácil encontrar o restaurante Faz Figura (http://www.fazfigura.com), na rua do Paraíso 15B no alto da Graça, entre o Hospital da Marinha e o Museu Militar. Tem um serviço de Volet Parking que nos deixa logo despreocupados com o estacionamento. Depois, é entrar e apreciar. O restaurante tem 2 salas medianas sendo a de não fumadores rodeada de vidro como se a estrutura pendesse numa falésia. A paisagem é quase cinematográfica ao estilo de Lisboa, Tejo e Tudo. O serviço é muito bom, com simpáticos funcionários que para além de prestarem um excelente atendimento, aconselham-nos em relação aos pratos. As escolhas são naturalmente difíceis, tal é a quantidade de opções do menu, mas com alguma audácia e orientação, optámos pelo “Polvo em Crosta de Milho com vegetais salteados, vinagrete de cebola roxa, tomate e poejos frescos”. Estava sublime. Nestes locais faz sentido ambos provarmos os pratos escolhidos pelo que da cozinha vem já o preparado dividido. A segunda escolha recaiu sobre o “Folhado de Cabrito com legumes verdes”. Este prato é absolutamente fabuloso: dentro de um pastel quadrado de massa folhada vem um preparado de cabrito muito bem temperado e finamente ripado que, só de o descrever me deixa de água na boca. Para a sobremesa escolhemos um Soufflé de Café com Ameixa Negra e Espuma de Laranja, feito na hora, ainda quente do forno. O jantar termina com uma deliciosa sensação de bem estar, reconfortados pelas escolhas feitas e muito gratos pela possibilidade de as termos vivido.

Sunday, December 21, 2008

Passatempo "Sheraton Porto Hotel&SPA-Evasões"

Era Agosto e o dia era daqueles em que a necessidade e a vontade de mudar alguma coisa tornavam-se num desconforto reconfortante. Nestes pensamentos os meus olhos fixaram-se nas revistas de viagens que habitualmente desfolhei-o. Naquele dia, a Evasões era convidativa a olhar para as quintas do Norte de Portugal numa descoberta dos passeios vinícolas e das experiências do Enoturismo. A notícia sobre o Sheraton Porto Hotel&SPA, também me desafiou a comprar a revista, pois há muito que era intenção visitar o hotel. Um dos desafios era escrever uma frase contendo as palavras Verão, Porto e SPA e o prémio ao vencedor, um fim-de-semana no magnífico Sheraton Porto. Como a coragem para escrever nunca me faltou, lá fiz um desafio à sorte e à aventura com a frase: “O Verão provaca-nos desejos de evasão. O Porto, cidade casta, perfuma-se com cheiros vinhateiros, aventurando-se em novos aromas, que tonificam o paladar e despertam no corpo novas e luxuosas (tenta)sensações que só o SPA do Sheraton pode acalmar”.Quando concorri era na ténua mas sempre presente esperança de vencer o concurso e assim desfrutar do Porto e do emblemático Sheraton. Acreditem, fui o vencedor e com a alegria fervilhante de quem não quer acreditar que a verdade lhe pertence, partilhei esta notícia, marquei a estadia e lá fomos rumo ao nosso amado Porto. O itinerário escolhido foi a auto-estrada A8 que agora se articula em Leiria com a novíssima A17. Com o livro do Lifecooler por perto, a primeira paragem estratégica conduziu-nos ao recém-inaugurado restaurante Farinha de Milho (http://www.farinhademilho.com), nas profundezas de Cantanhede, na pataca vila de Ança. O Restaurante foi edificado num antigo moinho de água e a concepção do espaço divide-se em duas áreas distintas - a parte rústica, feita com materiais de origem e decoração campestre, e a zona moderna, envidraçada, com perfis metálicos e pedra de ançã. Ainda lá está a Mó e os cursos de água podem observar-se através do chão e vidro, uma alegria para as crianças. O atendimento é excepcional e a ementa é muito variada, mantendo sempre a base da tradicional cozinha portuguesa. Escolhemos bacalhau com broa que vinha acamado sobre couves portuguesas, dando-lhe um toque saboroso e fresco. O outro prato escolhido foram bifinhos cm migas e castanha, uma delícia.
Chegar ao Porto é fácil agora com todas estas alternativas de vias de circulação e encontrar o hotel não constituiu dificuldade, pois com uma avaliação prévia no Google-maps e com o GPS programado, o resultado não podia ser melhor. Basta seguir em direcção à ponte da Arrábida e sair logo para a Boavista. Na rua Tenente Valadim ei-lo majestoso no seu feliz casamento de aço e vidro. A imponência desta conjugação quase nos obriga a esticar o pescoço em busca de um qualquer defeito na estrutura no meio de tanta perfeição e beleza. O lobby é arrebatador, pois tem um pé-alto da altura do edifício rasgado por uma coluna de 3 elevadores panorâmicos que percorrem o edifício da base ao topo. São cumpridas as formalidade no check-in e postas em prática as cortesias a que já nos habituámos em unidades deste género (bagagens, viatura, etc.) O quarto era muito confortável com decoração em castanho escuro com mobiliário em pele e sala de banho destacada com paredes de vidro e sistemas de protecção a gosto. As tardes foram alegremente passadas no SPA do hotel, considerado um dos melhores do país. De facto foi agradável consumir algumas horas naquele magnífico espaço que transpirava em conforto, decoração e beleza. A piscina interior de dimensões generosas era complementada com um jacuzzi gigante onde era possível programar um circuito de hidroterapia, que passava por jactos com diversas funções: desde bico-de-ganso a colunas circulares até jacto sub-aquáticos dirigido para a parte inferior do corpo, cama de água, etc. O espaço estava guarnecido com camas de descanso automatizadas, com cabeceiras rebatíveis, cobertas com tolhas de cor laranja e ladeadas de candeeiros de cor preta riscados com discretos laivos brancos. Os balneários são de um conforto e higiene irrepreensíveis, pelo que tomar duche naquele espaço torna-se um acto de puro prazer. Nada foi esquecido nem deixado ao acaso. Os duches são da Grohe, com cabeças largas e distribuição das gotas em formato de chuva, suave e macias. As amenities estão presentes em cada cabine e os complementos de hidratação no espaço dos lavatórios. Naturalmente que não faltam roupões, toalhas, águas e tudo o que faz falta para que o conforto seja absoluto.
O prémio atribuído previa uma esfoliação com pepitas de chocolate para os dois que foi realizada por uma terapeuta simpática e competente, seguida de uma hidratação com um hidratante com substratos de cacau. Deliciosa e tentadora experiência. A seguir, para dar continuidade ao relax, seguiu-se uma sessão na zona da Hot Experience, um verdadeiro templo de bem-estar. À entrada de cada balneário, estão as especificações técnicas de cada um dos banhos, desde a temperatura que atingem, os aromas libertados e as indicações terapêuticas. É só escolher, entrar e libertar-se. Como complemento informativo aqui ficam algumas dessas especificações. A Herb Sauna com temperatura a 55º, tem aroma de ervas aromáticas variadas, ideal para combinação de calor com finas ervas. A bio-sauna oferece uma agradável sensação de envolvência do corpo e alma. A permanência ideal deverá ser de entre 20 a 30 min. A Salt Laconium tem uma temperatura de 65º e o arma predominante é o sal. É ideal para problemas respiratórios, purifica e desintoxica devido à sua combinação com o sal. Não aconselhável a sua utilização por mais de 1 hora. A Herbal Grotto, tem uam temperatura de 45º e os aromas são de Lavanda, Jasmim e Eucalipt. É ideal especialmente para problemas de sinusite e outros problemas respiratório. Não deverá ser utilizada por mais de 15 min consecutivos. A Steam Bath tem uma temperatura de 45º e aroma ameno a Laranja e Limã. É idela para problemas de sinusite. Não permanecer por mais de 15 min.
Os dias nesta aventura de luxo e conforto são naturalmente mais saborosos e calmos, fazendo-me sempre lembrar que valem a pena todos os esforços, o cansaço, o trabalho, a aventura e a vontade. Santa Catarina estava igual a si própria, fervilhando de gentes e tradições. As rabanadas são obrigatórias provar, pois não há iguais em nenhum local do mundo.
Um dos jantares foi no restaurante Gambamar em Campo Alegre .(Rua do Campo Alegre 110 cv e r/c - Porto). Trata-se de um restaurante-cervejaria, tradicional nesta zona da cidade e mais uma vez, descoberto através do companheiro inseparável das viagens, em que se tornou o Lifecooler Discount Book. A ementa é muito diversificada, mas a base e especialidade são os mariscos. Pedimos um arroz de Lavagante que confesso, à muito que não comia igual. Vale a pena experimentar!

Wednesday, December 10, 2008

Pessoas-Momentos-Experiêncas-The Lake Resort

A noite cai. O vento sopra lentamente. Espreito pela janela do meu quarto e o sol já se põe. Que belo reflexo no azul do mar! O meu pensamento voa para bem longe. Na outra margem os pássaros juntam-se num bailado. Que sensação de paz! E as cores…
Onde estás? Perguntas tu? Repousa agora o teu toque no meu ombro. Já viajava, bem longe…Dá-me a tua mão, vamos apreciar as viagens dos sabores e sentidos. Aceno e sorrio. Pessoas, momentos e experiências”
Deitados no conforto do nosso quarto, sentido a maciez dos roupões que nos confortam e acarinham, lemos estas palavras no directório do hotel. Este é o texto que nos recebe, convidando a sonhar e a viver cada momento, intensamente. Lá fora a chuva cai e o vento fazia prever uma temperatura que apelava ao convidativo SPA. O the Spa do Lake Resort, é um espaço que convida à paz e à harmonia. Inspirado no tema cinco continentes-cinco sentidos, o espaço propõe varias alternativas que vão desde o ginásio bem equipado e com uma paisagem única para o lago, a uma piscina de hidroterapia, com várias alternativas de tratamentos que não esquecem nenhuma parte do corpo, num autêntico circuito de saúde e bem estar. Experimentar os diversos jactos, permite-nos massajar cada zona do corpo num ritual de boas sensações que permite no final experimentar uma leveza corporal que conduz ao relaxamento completo. O SPA está muito bem dimensionado e a apontar como inovador é o jacuzzi “Mar Morto” com água a 36 º e uma salinidade que nos transporta para a costa dos mares do Egipto, onde flutuar é quase possível. Outra novidade, na zona da “Hot Experience”, para além do banho turco e da sauna, é o Banho Romano, que tem o mesmo princípio que o banho turco mas com uma filosofia algo diferente que passa pela presença de maior intensidade de luz e menor intensidade de vapor. A quantidade de serviços e oferta do the Spa, permitiu a sofisticada separação entre o blue e o green spa. A estratégia é separar os tratamentos com água que são realizados no blue das sensações continentais que se aplicam no green. Os produtos utilizados são da Alquimia e da Panpuri. Os aromas são imensos e misturam-se num intenso mar de prazer que permitem experiências sensoriais que se fundem com um estado de quase sublimação. A massagem que escolhi foi uma Lake Resort e o terapêuta Paulo foi incansável nas técnicas e na sensualidade que aplicou na execução do seu trabalho, qual autêntica dança entre as mãos e os dedos que percorreram o meu corpo num bailado de conforto e prazer ao longo de 50 minutos. O corpo agradeceu e a alma fortificou-se.
O lobby do hotel é majestoso com a sua cúpula altiva, pintada de cores claras, fazendo lembrar traços da arquitectura Árabe. O check-in é constituído por um ritual de boas vindas que convida simplesmente a entrar, estar e apreciar. Os colaboradores estão elegantemente trajados e executam as suas funções com um profissionalismo irrepreensível. Preocupações com as bagagens e parqueamento da viatura, são simpatias que nos dão espaço para contemplarmos a beleza dos espaços comuns, do quarto, dos pormenores dos locais para onde se dirige o primeiro olhar.
O enquadramento paisagístico do hotel é único nesta região do Algarve. Mar, lagos, natureza e golf. Do quarto, com vista panorâmica, decorado de forma simples mas confortável e luxuosa, avistam-se a praia artificial, com areia a sério, as piscinas e o lago. As amenities são da marca Roger Gallet com intenso aroma de amêndoas e flores, fortemente hidratantes e deliciosamente macios. O passeio pelos jardins é uma experiência que apeteceu repetir, para observar, fotografar ou simplesmente contemplar. As pontes sobre as águas do lago que contornam a frente dos edifícios e os projectam no espelho de água, transportam-nos para a longínqua mas sempre bela Veneza. A cada passo a paisagem parece repetir-se mas existe sempre um ângulo que mostra mais um pedaço de beleza organizada. De facto, a contemplação é a vontade que predomina. O verde e o azul são as cores que predominam e ali o equilíbrio parece ter sido encontrado. Apetece tocar cada um daqueles recantos, apetece sentir a natureza e dizer obrigado ao Homem por uma conjugação tão paradisíaca. A própria arquitectura exterior do edifício é suave, constituída em linhas direitas mas com elegância, e a cor, é calma dando um toque de identidade a cada linha dos traços do edifícios mas no seu conjunto, uma descrição integrada na paisagem. Estes apontamentos aquitectónicos permitem lembrar outros destinos, igualmente paradisíacos, em outros mares, noutros continentes, que o The Lake Resort presta homenagem quer no seu SPA ou na elegância e arte da sua cozinha. No interior, o hotel é simples e minimalista, mas cuidado e distinto. Sobre o restaurante Fusion, (vocacionado para a cozinha oriental e com o conceito muito interessante de ter zonas privadas onde se podem fazer refeições com grande restrição em confortáveis e luxuosas “boxes”), existe uma sala em tons rosa, laranja e vermelhos, com sofás, almofadas e cortinas, recriando um autêntico ambiente das mil e uma noites. O restaurante Gustatio tem um conceito mais mediterrânico e no meio do lago um restaurante flutuante, o Marenostrum que serve para os prazeres do paladar, o que o Algarve tem de melhor. Os bares, estrategicamente colocados servem os mais exigentes clientes, quer junto à piscina ou nos jardins. A intenção de tanta diversidade é sempre bem servir e cumprir o ritual dos sabores e aromas de todos os mares e dos cinco continentes. O Lake Resort é uma dádiva do Homem à natureza.

Thursday, November 27, 2008

Longe do Mar há Mar De Ar

O interior do Alentejo, como todos sabemos, fica longe do mar. Esta distância priva os seus habitantes do cheiro da maresia e do barulho das ondas, das idas à praia ou dos passeios à beira mar, nas tardes convidativas ao descanso. Mas este Alentejo interior em nada perde para o litoral, pois tem os seus mares próprios que echem as paisagens de encanto e preenche a atmosfera de cheiros inolvidáveis. Ora façam favor de fazer a experiência de percorrer os caminhos até Évora com a calma e o sentido que uma boa observação merece. O que veêm? Um mar de planície que mistura de uma foram inteligente e harmoniosa o amarelo das searas e os verdes tons das oliveiras. Aqui e ali surgem na paisagem pontos brancos de montes e herdades vinícolas com as suas modernas lojas Wine shop’s onde se pode (e se deve) contactar com os deliciosos produtos regionais e apreciar dos melhores vinhos do mundo. Agora façam outra experiêcia, que é percorrer a pé as ruas da cidade Património da Humanidade. Perceberão o que escrevo quando sentirem os cheiros que vêm das casas e dos restaurantes nas horas do repasto.
Este mar de cheiros é único e inconfundível, estamos no Alentejo! A tradição gatronómica está agora mais viva que nunca e dizem, que das dificuldades dos antepassados veio a arte de temperar com ervas aromáticas que hoje tão bem se misturam num cocktail de intenso prazer olfático e máximo prazer de degustação, perfumando as ruas e ruelas de tão nobre cidade. O almoço foi no restaurante Luar de Janeiro, que se consegue alcançar a pé percorrendo ruelas esteitas mas deliciosamente calmas. Pergunta-se aqui e ali por entre as gentes e os cheiros e sem querer, encontramos a Travessa de Janeiro. O restaurante é pequeno pelo que em dias mais concorridos é necessário marcação. Somos recebidos com simpatia e convidados a sentar. A decoração do espaço fez-me lembrar um restaurante da Espanhola Andaluzia, com presuntos pendurados no tecto e cabeça de Alce que na Andaluzia são substituidos por touros. A dificuldade surge assim que nos colocam nas mãos a ementa, pois as iguarias diversificam-se numa teimosa tentação de todas querer provar. Alguma troca de palavras com o responsável faz-nos finalmente tomar decisões acertadas para o repasto. Imediatamente a mesa é preenchida com delicoisas entradas, entre elas presunto laminado, cogulemos, azeitonas e um coelho ripado com um tempêro que nos orgulha de sabermos cozinhar assim. Como pratos principais escolhemos Cherne grelhado com arroz de coentros e ameijoas e cabrito assado no forno, ambos os pratos estavam deliciosamente confeccionados. Se de gastronomia Évora é farta, então experimentem conversar com os habitantes que habituados a bem receber quem os visita, transbordam num mar de simplicidade, simpatia e cordialidade. E de tantos mares londe do mar de água, encontramos agora outro mar em Évora que nos envolve no seu requinte clássico minimalista, trata-se do hotel M’ar De Ar Aqueduto. Uma novíssima unidade hoteleira de 5 estrelas implantado bem próximo do centro histórico da cidade e que foi adaptado do antigo Palácio dos Sepúlvedra, edifício quinhentista do qual se conserva uma capela, os tectos em abóbada e um conjunto de três janelas Manuelinas na fachada principal. É um hotel boutique, erguido com modernos conceitos de arquitectura e design. Pernoitar neste moderno palácio, agora hotel, é uma experiência que merece ser vivida e apreciada com tranquilidade. À entrada somos recebidos com cortesia e classe, aspectos que nos fazem sentir que estamos no local certo e que aquelas pessoas têm gosto em nos receber, em nos falar, em estar conosco. Segue-se o encaminhamento aos aposentos por corredores pintados de branco, recortados por vidraças que emolduram os jardins, a muralha e a piscina. A meio do imenso corredor branco uma maquina de café Nespresso para o cliente utilizar mediante um cartão que já está previamente carregado com um café de oferta. O quarto é espaçoso e muito confortável. Uns têm terraço virados à cidade, outros são vista jardim e piscina. Os quartos do rés-do-chão têm terraços térreos saidos directamente para os jardins, apenas separados por pequenos arbustos. Os quartos de banho passaram a fazer parte integrante da paisagem do quarto pois acabaram de vez as paredes de tijolo e betão para serem substituidas por grande montras de vidro que permitem uma observação constante deste espaços que passaram de anónimos e encerrados para um complemento decorativo ricamente ornamentados com loiças design e sistemas de luminosidade que criam ambientes de grande tranquilidade. A reserva da intimidade consegue-se à custa de competentes black-outs que impedem a visibilidade para o interior. Do terraço vista cidade conseguem-se fotografias únicas que mesmo repetindo a paisagem mudam de tom à medida que cai o entardecer. Dormir neste Palácio, torna-se um prazer redobrado pois por cima do colchão muito confortável, somos acarinhados com um sobrecolchão que torna cada toque do corpo num ritual de suavidade e carinho. Os edredons de penas contribuem para complementar o ritual de sensações que nos embalam e nos fazem despertar para um novo dia cheio de pequenos momentos de intenso sabor. O pequeno almoço é servido na sala de restaurante repleta de arcos e abóbadas onde a primeira refeição do dia é tomada a gosto com deliciosos produtos regionais. tes black-outs que impedem a visibilidade para o interior. Do terraço vista cidade conseguem-se fotografias únicas que mesmo repetindo a paisagem mudam de tom à medida que cai o entardecer. Dormir neste Palácio, torna-se um prazer redobrado pois por cima do colchão muito confortável, somos acarinhados com um sobrecolchão que torna cada toque do corpo num ritual de suavidade e carinho. Os edredons de penas contribuem para complementar o ritual de sensações que nos embalam e nos fazem despertar para um novo dia cheio de pequenos momentos de intenso sabor. O pequeno almoço é servido na sala de restaurante repleta de arcos e abóbadas onde a primeira refeição do dia é tomada a gosto com deliciosos produtos regionais.

A Recompensa do Aniversariante (Hotel Quinta da Marinha)
















Aniversário no Lapa Palace (Hotel Lapa Palace)