Falar da Rússia é um exercício de
auto-controlo. Torna-se avassaladora a vontade de transportar para o papel
todos os pensamentos e todas as experiências que se vivem numa terra tão
fascinante. Mas para contar uma história é necessário ordem e método. A viagem
iniciou-se dia 17 de julho após uns magníficos dias de descanso na paradisíaca
praia de chaves na ilha da Boavista. A tomada de decisão sobre a visita a
este
destino já ficou referida no post anterior, foi um pouco ao acaso após algumas
outras pesquisas que tendo ganho forma não ganharam força para vencer a
decisão. Quando decidimos verdadeiramente este destino não fazíamos ideia do
que seria necessário preparar e obter previamente, refiro-me à documentação.
Portugal Apesar de manter boas relações diplomáticas com a Rússia, não avançou
ainda em relação à retirada do visto que é obrigatório para os cidadãos
portugueses. Para se obter o visto é necessário obter uma carta convite que se
pode pedir online, informação que obtive no site do respeitável viajante, João
Leitão. Custa mais de 80 euros mas permite avançar com o pedido do visto. Para
além disso é necessário também subscrever um seguro de saúde que cubras 30 000
euros de despesas, apólice que se consegue nas companhias de
seguros que têm relação
de seguros internacionais, custa também cerca de 80 euros. Os vistos podem ser
requisitados ou no centro de visto na Rua dos Anjos em Lisboa ou na Embaixada
da Rússia na Av. das descobertas no Restelo, também em Lisboa, o preço é de 35
euros cada visto mas se forem solicitados no centro de visto têm uma taxa
acrescida de 30 euros cada, ficando cada visto em 65 euros. Depois destas
assimiladas estas surpresas e estas despesas, voltar atrás na decisão seria
impensável. Mas ponderamos estudar melhor no futuro as decisões de viajar para
países que cobram em documentos o preço de algumas viagens de avião. O mundo é
enorme e pagar taxas, que consideramos excessivas para visitar um país, não
deve constituir
motivo de rejeição mas sim de reflexão e de ponderabilidade.
Com este acréscimo de trabalho e preocupação pelo meio deixamos atrasar a
compra dos bilhetes de avião o que veio a incrementar a despesa devido ao
aumento dos preços. A Ural airlines foi a companhia escolhida para voar para
Moscovo, era a que fazia um voo direto, não cobrando por isso a tarifa mais
económica. Mas optamos por não ficar horas em escala em aeroportos, para
evitarmos chegar muito tarde a Moscovo. Depois de mais de uma hora de atraso no
Aeroporto de Lisboa voamos rumo à longínqua e histórica Russia. O roteiro
delineado iria permitir explorar Moscovo e Saint Petersburg em 10 dias, por
esta ordem. A ordem da visita foi escolhida um pouco com
base nas opiniões dos
outros viajantes que na sua maioria recomendavam iniciar-se a visita por Moscovo
e depois terminar em Saint Petersburg. As razões apontadas relacionavam-se cm a
dimensão da cidade de Moscovo, a sua pouca abertura ao turismo e ao facto de a
comunicação se tornar uma enorme barreira. Seguimos a opinião da maioria dos
blogueiros que visitamos e rumamos a Moscovo. Depois de um bom trabalho de
casa, sim porque é necessário um trabalho de preparação prévio para tentar
fazer com que o tempo e a visita à cidade seja o mais rentável possível,
aterramos em Moscovo. Do trabalho de preparação prévia fizeram parte o
entendimento mínimo do alfabeto cirílico que não é assim tão complexo. São 33
letras sendo que 22 são idênticas às do alfabeto romano, mas apenas 7 têm a
mesma fonética. As outras 15 apesar de graficamente serem iguais têm uma fonética
diferente. Por exemplo: o P lê-se R o C de S o Y de U e
o H de N. As outras 11 são do alfabeto grego e cirílico pelo que é preciso memorizar os símbolos e perceber o que significam. Do nosso dossiê de trabalho fizeram ainda parte uma lista com algumas das expressões utilizadas para a conversação diária, mapas do metro e naturalmente listas e roteiros de locais a não perder. À chegada ao aeroporto de Demododovo, um dos 4 aeroportos da cidade esperava-nos o caos. Já contávamos com ele pois todos os que visitam o país são obrigado a dirigir-se à alfândega para a apresentação do passaporte. Apesar de existirem muitos postos de atendimento, as pessoas chegam e amontoam-se numa espécie de fila caótica e sem regras. É um desespero pois sabendo que temos que esperar na fila o que custa é a desordem e a dificuldade em perceber que orientação deveríamos tomar para nos enquadrarmos e orientarmos para um
o H de N. As outras 11 são do alfabeto grego e cirílico pelo que é preciso memorizar os símbolos e perceber o que significam. Do nosso dossiê de trabalho fizeram ainda parte uma lista com algumas das expressões utilizadas para a conversação diária, mapas do metro e naturalmente listas e roteiros de locais a não perder. À chegada ao aeroporto de Demododovo, um dos 4 aeroportos da cidade esperava-nos o caos. Já contávamos com ele pois todos os que visitam o país são obrigado a dirigir-se à alfândega para a apresentação do passaporte. Apesar de existirem muitos postos de atendimento, as pessoas chegam e amontoam-se numa espécie de fila caótica e sem regras. É um desespero pois sabendo que temos que esperar na fila o que custa é a desordem e a dificuldade em perceber que orientação deveríamos tomar para nos enquadrarmos e orientarmos para um
determinado guichet. Esperamos e desesperamos até que percebemos que o local
onde estávamos não andava mesmo nada e estávamos barrados com uma barreira de
metal. Decidimos arriscar e tentar subir à sala que se encontra no piso de
cima. No acesso a essa sala está referido que é apenas para cidadãos dos
estados da Federação Russa, mas como tínhamos lido no blog de uma viajante
brasileiro que havia mais organização e não havia implicações, arriscamos. O
acesso ao andar de cima era feito por escada rolante e escadas convencionais,
controladas por seguranças que deixavam subir aos grupos de cada vez. A espera
no andar de cima e a organização foi melhor mas até chegarmos ao atendimento,
fomos sempre contaminados com aquele frio na barriga que não nos deixava
esquecer a hipótese de sermos rejeitados por estarmos na sala errada. À nossa
frente estavam cidadãs alemãs que iriam ser atendidas primeiro que nós,
estávamos de olhos postos nelas para ver como corria e correu bem. Chegada a
nossa vez lá aguardamos pacientemente
que registassem os nossos passaportes que
foram passados vezes sem conta por uma máquina de luz ultravioleta, sem
perceber se seria para leitura ótica se para perceber se eram originais.
Finalmente suou o carimbo da tranquilidade, tínhamos conseguido entrar. O nosso
transfer, que reservamos online, aguardava-nos na zona das chegadas com um
placa indicativa com o um nome era o Stanislav. Lá fomos em direção ao parque
sendo logo convidados a pagar a hora de excesso de espera que ultrapassou as 2
horas sendo que apenas a 1ª hora estava incluída no pagamento. Não me recordo
de ter visto essa informação nas condições mas não regateei. A viagem durou
quase 1h 30 min pois o trânsito na periferia da cidade era caótico. Eram cerca
das 23h e as estradas com 3 faixas de rodagem estavam repletas de carros
parados. Dizia o nosso driver que era o regresso do fim-de-semana. Chegamos ao
alojamento já passava das meia-noite e a dificuldade colocou-se logo à chegada
por não encontrarmos o número da porta a que correspondia a informação quês
estava na morada. Era uma área residencial de prédios alto construídos no tempo
do Estaline e
em contacto como Denis tentei resolver a questão. Ao fim de várias mensagens ela lá me informou que a porta era a número 20 quando a que nós procurávamos era a 30-32. Questionei-o sobre isto e ele respondeu para eu não me preocupar. Fomos recebidos pela assistente do Denis, o nosso host do Airbnb, de Moscovo. A senhora não falava uma palavra de inglês. Sou recém-chegado ao Airbnb mas começo a perceber que não aprecio os hosts que nem se dão ao trabalho de conhecer os clientes. Prefiro um tratamento personalizado com o dono a casa a receber-nos ou alguém em substituição mas que consiga fazer um check-in agradável. A senhora fez o seu melhor mas com as limitações da língua, que até acabaram por ser engraçadas, a receção foi mais demorada e os pormenores descartados. Chegamos exaustos e com fome pois foi impossível
comer ou comprar algo nesta tabela de horários. A noite foi retemperadora para compensar o nosso dia que já ia longo. Foram 5 horas de ligação aérea mais duas horas de acerto horário e um transfer demorado. O primeiro dia em Moscovo foi de adaptação ao metro e aos caracteres do alfabeto cirílico. Andar de metro em Moscovo nas primeiras horas é uma aventura pois nada esta escrito em inglês. Existem mapas de metro com a transcrição do nome das estações para uma transcrição de alfabeto romano mas depois não existe essa correspondência em nenhuma das informações da estação, portanto não é boa ideia utilizar o mapa só em inglês. Depois dentro das carruagens por vezes é difícil ver o nome das estações pelo que ou se contam o número das estações até ao local onde se pretende ir ou segue-se a sinalização dentro da carruagem que é indicada por uma sinalética de luzes vermelhas que se vão acendendo à medida que se percorrem as estações. O metro tem 12 linhas sendo que uma delas é circular e liga todas as outras e todas têm uma cor diferente que também pode ser uma ajuda na complexa tarefa de orientação dentro das estações e na
procura dos locais de destino. As estações de metro são autênticos museus e as zonas de transferência são imensas e unidas por escadas rolantes com uma inclinação e uma dimensão que não permite vislumbrar o topo ou a base. Utilizar o metro nesta metrópole de 20 milhões de pessoas em que 6 milhões utilizam o metro diariamente é uma experiência que vale a pena e passadas algumas horas de utilização já se entende o sentido que se quer seguir e, fixando os nomes das estações, mas em língua Russa acaba por se conseguir utilizar o metro sem grandes dificuldades. A primeira manhã em Moscovo amanhecer chuvosa e como não tínhamos
mantimentos procuramos na nossa imensa avenida algo para reconfortar o estômago. Após um bom café com leite e um pão com salmão, pouco apreciado pela Maria, fomos fazer o reconhecimento da zona, percorrendo a avenida até encontrarmos numa transversal à direita, uma estação de metro, a de Knebackar, numa das praças da cidade perto do rio e junto a um imenso Shopping Center onde transparecia o bom gosto e a modernidade. Está, não sendo a mais perto de casa, acabou por ser a nossa estação de referência para muito dos locais que visitamos pois encontrava-se no cruzamento de 3 linhas que utilizamos com regularidade. Saímos aí e
fomos visitar o shopping seguindo depois para a ponte em frente que atravessava o rio, para sentir o pulsar da cidade e a vista magnífica sobe o rio. O nosso destino nesse dia era a Praça Vermelha pelo que voltamos ao metro para nos dirigirmos para lá. A estação mais próxima da Praça Vermelha é a Ploschad Revolustli. Por vezes acertar nas saídas para a superfície não é fácil por não se entender a informação nas placas, mas arriscar é sempre fácil nestes casos em que não se conhece os locais. A saída que escolhemos levou-nos até à Rua Nicolavski, lindíssima e elegantemente decorada com
em contacto como Denis tentei resolver a questão. Ao fim de várias mensagens ela lá me informou que a porta era a número 20 quando a que nós procurávamos era a 30-32. Questionei-o sobre isto e ele respondeu para eu não me preocupar. Fomos recebidos pela assistente do Denis, o nosso host do Airbnb, de Moscovo. A senhora não falava uma palavra de inglês. Sou recém-chegado ao Airbnb mas começo a perceber que não aprecio os hosts que nem se dão ao trabalho de conhecer os clientes. Prefiro um tratamento personalizado com o dono a casa a receber-nos ou alguém em substituição mas que consiga fazer um check-in agradável. A senhora fez o seu melhor mas com as limitações da língua, que até acabaram por ser engraçadas, a receção foi mais demorada e os pormenores descartados. Chegamos exaustos e com fome pois foi impossível
comer ou comprar algo nesta tabela de horários. A noite foi retemperadora para compensar o nosso dia que já ia longo. Foram 5 horas de ligação aérea mais duas horas de acerto horário e um transfer demorado. O primeiro dia em Moscovo foi de adaptação ao metro e aos caracteres do alfabeto cirílico. Andar de metro em Moscovo nas primeiras horas é uma aventura pois nada esta escrito em inglês. Existem mapas de metro com a transcrição do nome das estações para uma transcrição de alfabeto romano mas depois não existe essa correspondência em nenhuma das informações da estação, portanto não é boa ideia utilizar o mapa só em inglês. Depois dentro das carruagens por vezes é difícil ver o nome das estações pelo que ou se contam o número das estações até ao local onde se pretende ir ou segue-se a sinalização dentro da carruagem que é indicada por uma sinalética de luzes vermelhas que se vão acendendo à medida que se percorrem as estações. O metro tem 12 linhas sendo que uma delas é circular e liga todas as outras e todas têm uma cor diferente que também pode ser uma ajuda na complexa tarefa de orientação dentro das estações e na
procura dos locais de destino. As estações de metro são autênticos museus e as zonas de transferência são imensas e unidas por escadas rolantes com uma inclinação e uma dimensão que não permite vislumbrar o topo ou a base. Utilizar o metro nesta metrópole de 20 milhões de pessoas em que 6 milhões utilizam o metro diariamente é uma experiência que vale a pena e passadas algumas horas de utilização já se entende o sentido que se quer seguir e, fixando os nomes das estações, mas em língua Russa acaba por se conseguir utilizar o metro sem grandes dificuldades. A primeira manhã em Moscovo amanhecer chuvosa e como não tínhamos
mantimentos procuramos na nossa imensa avenida algo para reconfortar o estômago. Após um bom café com leite e um pão com salmão, pouco apreciado pela Maria, fomos fazer o reconhecimento da zona, percorrendo a avenida até encontrarmos numa transversal à direita, uma estação de metro, a de Knebackar, numa das praças da cidade perto do rio e junto a um imenso Shopping Center onde transparecia o bom gosto e a modernidade. Está, não sendo a mais perto de casa, acabou por ser a nossa estação de referência para muito dos locais que visitamos pois encontrava-se no cruzamento de 3 linhas que utilizamos com regularidade. Saímos aí e
fomos visitar o shopping seguindo depois para a ponte em frente que atravessava o rio, para sentir o pulsar da cidade e a vista magnífica sobe o rio. O nosso destino nesse dia era a Praça Vermelha pelo que voltamos ao metro para nos dirigirmos para lá. A estação mais próxima da Praça Vermelha é a Ploschad Revolustli. Por vezes acertar nas saídas para a superfície não é fácil por não se entender a informação nas placas, mas arriscar é sempre fácil nestes casos em que não se conhece os locais. A saída que escolhemos levou-nos até à Rua Nicolavski, lindíssima e elegantemente decorada com

passado em que a Praça Vermelha e o Kremlin eram vistas como distantes e
inalcançáveis, veio-nos à memória os desfiles e a mostra do poder militar e
bélico da guerra fria que tatas vezes vimos pela televisão. O enquadramento
paisagístico da praça permite observações e ângulos quase infinitos dependendo
do tempo, da sensibilidade e da vontade de explorar. Os canteiros floridos do
Gum ostentam simetria e beleza permitindo a realização de fotografias, incluído
estas pinceladas de cor e geometria. Em frente ao muro do Kremlin encontra-se
desde o ano de 1930 o Mausóleu onde se contra o corpo embalsamado de Lenine. As
filas para o visitar são
quase infinitas e essa foi a principal razão que nos
levou a optar por não fazer essa visita. No dia seguinte decidimos sair um pouco do centro e fomos visitar o meu da Cosmonáutica para incluir na viagem
alguns apontamentos que interessassem também ao André, embora ele tenha já um
grande gosto por quase todos os itinerários que escolhemos. A melhor estação para
chegar ao museu é a VDNH. O enquadramento exterior do museu é ostentoso com
estátuas enormes dos mais conhecidos cosmonautas russos enquadrados por magníficos
jardins. O monumento de homenagem ao museu é uma estrutura dirigida ao céu com
o foguetão, simbolizando o lançamento de um foguete. É tão grande que é muito
difícil enquadrar numa fotografia. Lá dentro o museu é fantásticos, com muita
informação, também em inglês sobre toda a
história da cosmonáutica da Russia,
onde não falta o velhinho Sputnik, as devidas homenagens ao mais famoso
astronauta Yuri Gagarin, os diversos satélites e foguetões e o primeiro carro a
pisar solo lunar. No seguimento do jardim do museu, seguia-se um outro jardim,
cuja entrada se encontrava assinalada com um enorme edifício em forma de arco.
Não fomos propositadamente procurar este jardim, encontramo-lo porque a
majestosa dimensão e beleza dos arcos convidavam a espreitar o que se
encontrava para lá deles. Após descansarmos numa elegante esplanada, fomos
percorrendo os jardins percebendo que a dimensão final não se encontrava ao
alcance da nossa visão. Era avenidas e avenidas de flores, e jardins e
edifícios e estátuas, alguns deles fazendo pequenas fronteiras permitindo
perceber que a harmonia daquele local continuava para lá do cansaço das nossas
pernas. Seria impensável estar ali, ter aquela majestosa beleza a chamar por
nós e não nos embrenharmos na sua exploração. Acabei
por ir eu com a função de
fotógrafo tentar explorar o máximo possível, andado em passo rápido outras
vezes em passo de corrida para não perder ou perder o menos possível. Avistei
pontes com estátuas douradas, que brilhavam quando tocadas pelos raios do sol.
A harmonia dos jardins é inexplicável, tal é o cuidado e a beleza da sua
manutenção. Eu arriscava dizer que não encontrei uma única folha seca.
Finalmente quando alcancei o final deste mega jardim, encontrei outro monumento
de homenagem à exploração espacial, onde não podia falta o velhinho vai-vem
Russo, equivalente ao Space Shutlle Discovery. Esta magnífica obra que o povo Russo tem ao seu dispor é o parque designado de Exhibition of Achievements of National


são a Catedral da Assunção, a da Anunciação, a
Catedral do Arcangelo, o Palácio Patriarcal e a igreja dos 12 apóstolos, a
Catedral


das comunicações, zona de mantimentos, zona de dormitório e
restauração. Foi o segundo buncker a ser construídos, estando o primeiro
debaixo do Kremlin. Visitamos com o cuidado de perceber as explicações e ao
mesmo tempo observar tudo em pormenor. Lá estava a primeira bomba atómica, os
mapas da estratégia militar, os principais bombardeiros e os centros de
comunicações onde assistimos a um pequeno vídeo que mostra hoje o momento em
que a humanidade esteve a um passo da destruição. Durante a projeção o guia
mantem alguma interatividade com o filme simulando os códigos secretos e a
inserção da chave que fariam despoletas as ogivas nucleares. Há quem chame a
este o buncker de Estaline mas o guia fez questão de referir que Estaline,
tendo autorizado a construção nunca tinha estado ou utilizado este buncker
que
foi construído para albergar as altas patentes militares em caso de ataque
nuclear. As paredes têm diferentes tipos de materiais que conferiam proteção contra
as radiação, sistemas de filtragens de ar e turbinas de ventilação com mais de
1,5 metros de diâmetro. Já quase no final da visita fomos convidados a entrar
para um dos corredores do buncker e já lá dentro informados para não termos
receio porque iriam simular um ataque nuclear, foi fascinante apesar do tema,
se na realidade, ser deveras preocupante. Terminamos a visita na zona da
restauração, com instalações fabulosas e salas luxuosas, pois esta zona
encontra-se aberta ao público porque o buncker está transformado num recinto de
lazer onde se pode apreciar a boa gastronomia russa num ambiente requintado.
Podem-se ainda programar festas de aniversário para as crianças e existe ainda
um centro de divertimento para os mais pequenos com o espaço dedicado ao Lazer
Tag. Ficamos rendidos a este espaço. De tarde fomos ainda visitar o jardim
Victoria, por indicação de um jovem com que cruzamos conversa no metro quando a
carruagem parou antes da estação que pretendíamos e todos saíram para nossa
preocupação. Ele ao perceber a nossa preocupação tranquilizou-nos dizendo que
aquele metro tinha terminado o serviço mas que viria logo outro. Agradecemos e
fiquei à conversa com este simpático jovem que falava inglês, francês e alemão,
para além do russo. Satisfez a minha curiosidade sobre o ensino das línguas nas
escolas russas, onde o inglês é apenas opcional mas no caso dele tinha
aprendido melhor a língua inglesa e as outras línguas, por conta própria,
porque era apaixonado por língua, como eu o compreendo. Se estivesse 6 meses na
Rússia eu aprendia a língua sem grandes dificuldades. O jardim
em causa é uma
homenagem à vitória da Rússia sobre a França. O jardim, tal como os outros é
enorme. Ao sair do metro somos logo abençoados com um triunfal arco que
equiparamos ao arco do trunfo em Paris. Parece que existe um arco destes em
muitas cidades, Paris, Berlim, Moscovo, Coreia do Norte. Este. No entanto era
revestido de pedra negra salientando-se por isso. Passear pelos jardins do
parque Victória é um exercício de reino físico, pois o parque é enorme, mas
também de tranquilidade e de observação. No que pudemos ver o parque
encontra-se repleto de ícones alusivos à 2ª guerra mundial. No sentido de trazer
uma
outra faceta àquele local, encontra-se à esquerda do parque uma capela
lindíssima, que merece uma visita que é gratuita. Trata-se de um local
religioso dedicado a S. Jorge repleto de ícones religiosos com uma disposição e
uma conservação que deixarão certamente admiração e espanto a quem os visita.
Na avenida principal do parque encontram-se várias fontes de água, bancos para
sentar, serviços de apoio com esplanadas e wc’s. O museu alusivo à 2ª guerra
que se encontra por detrás do monumento que caracteriza o mesmo acontecimento,
parece ser uma das grandes atrações daquele local mas acabamos por não o
visitar. Nessa tarde ainda conseguimos chegar ao parque Gorgy, famoso pelas
suas colunas e por se encontrar instalado à beira do rio Moscwa. A estação de
metro mais próxima do parque é a Park Kultury e depois basta atravessar a ponte
que se encontra em frente, a visão do parque alcança-se logo a partir da ponte.
À semelhança dos outros parques que visitamos também este é de grandes
dimensões. À chegada assistimos a um concerto em que os elementos da orquestra
eram repuxos de água numa enorme fonte que acompanhavam as notas musicais
aumentando e reduzindo a potência dos seus jatos, uma delícia. Despedimo-nos de
Moscovo com um belo passeio pelo rio Moscwa, aproveitando o magnífico fim de
tarde para assim poder observar a perspetiva da zona histórica da cidade, vista do rio. Para nos levar até S. Petersburgo, escolhemos o comboio rápido Sapsan cujos bilhetes compramos online. Trata-se de um meio de transporte muito confortável que liga Moscovo a S. Petersburg em 4 horas a uma velocidade que pode atingir os 200 km/h. Tem a bordo serviços de catering, instalações bem cuidadas e internet, mas só para portadores de cartões de comunicação russos. É mais confortável que qualquer avião e é o meio escolhido pela maioria dos turistas e também dos habitantes russos para ir de uma cidade à outra sem ter que passar por horas de espera em aeroportos e filas de check-in. Este comboio parte da estação de Leninegrade. Quando lá chegamos, ao observar o primeiro placard informativo, vimos todas as informações
tarde para assim poder observar a perspetiva da zona histórica da cidade, vista do rio. Para nos levar até S. Petersburgo, escolhemos o comboio rápido Sapsan cujos bilhetes compramos online. Trata-se de um meio de transporte muito confortável que liga Moscovo a S. Petersburg em 4 horas a uma velocidade que pode atingir os 200 km/h. Tem a bordo serviços de catering, instalações bem cuidadas e internet, mas só para portadores de cartões de comunicação russos. É mais confortável que qualquer avião e é o meio escolhido pela maioria dos turistas e também dos habitantes russos para ir de uma cidade à outra sem ter que passar por horas de espera em aeroportos e filas de check-in. Este comboio parte da estação de Leninegrade. Quando lá chegamos, ao observar o primeiro placard informativo, vimos todas as informações

relativas aos comboios que iam partir, com exceção do nosso. Ficamos logo a transpirar de preocupação pois tínhamos andado a receber uns telefonemas de linhas russas que nunca atendemos para não esgotar o orçamento em roaming, e uma delas poderia ser a informar de alguma alteração. Lá me dirigi ao ponto das informações e mostrei os bilhetes e prontamente fui enxotado dali tendo percebido que a informação sobre o nosso comboio estaria noutro placard, e assim foi. Só que, por baixo do número do nosso comboio estava uma frase em russo que tentei interpretar recorrendo ao alfabeto local mas sem sucesso. Consegui perceber que uma senhora perto de mim, que estava com familiares, falava castelhano e russo e tomei coragem e abordei-
a no sentido de me ajudar a perceber de que informação se tratava. Ela
foi atenciosa e muito prestável e disse que era apenas informação sobre o número
da carruagem que haveria de aparecer. Instalados a bordo aproveitamos ara
descansar e relaxar um pouco dos intensos dias de marcha pela maior cidade da
Europa. Chegados a S. Petersburgo à estação de Moscou e aí procuramos a linha
de metro que nos levaria até ao nosso alojamento. Não foi difícil, pois já
estávamos treinados em andar de metro e tínhamos preparado o percurso na noite
anterior. A única curiosidade é que os bilhetes de metro em S. Petersburg, são
mais baratos e são em forma de
ficha que se coloca numa ranhura que depois abre
o torniquete. Já à superfície, saímos numa praça muito atrativa cheia de
quiosques e barraquinhas que vendem de tudo. Aí orientamo-nos para tentar
encontrar as ruas para o nosso estúdio na cidade. Cerca de 15 minutos depois encontramos a nossa rua e à porta estava o simpático Ian, assistente do Viktor, proprietário do apartamento. Explicou-nos todas as formalidades que não eram muito mais que perceber os segredos das 4 portas que existiam até conseguirmos entrar e o funcionamento básicos das fechaduras e códigos. Como trazia a preocupação do registo dos vistos que não tinha conseguido resolver em Moscovo, confrontei-o logo com essa dúvida nos perseguia desde a chegada ao país. Foi sincero dizendo que não sabia a respostas mas prontamente ainda na nossa frente ligou ao
encontrar as ruas para o nosso estúdio na cidade. Cerca de 15 minutos depois encontramos a nossa rua e à porta estava o simpático Ian, assistente do Viktor, proprietário do apartamento. Explicou-nos todas as formalidades que não eram muito mais que perceber os segredos das 4 portas que existiam até conseguirmos entrar e o funcionamento básicos das fechaduras e códigos. Como trazia a preocupação do registo dos vistos que não tinha conseguido resolver em Moscovo, confrontei-o logo com essa dúvida nos perseguia desde a chegada ao país. Foi sincero dizendo que não sabia a respostas mas prontamente ainda na nossa frente ligou ao
Viktor para tentar obtê-las. Solicitou que nos adicionássemos ao WhatsApp, o que achei muito atrativo pois iria
poupar-nos custos de conversação via roaming. Em Moscovo nunca consegui tal
faceta. E assim fomos mantendo comunicação no sentido da resolução da situação.
Ao que parece a lei russa obriga ao registo do visto de todos os estrangeiros
que permaneçam no pais por mais de 7
dias úteis. Envie-lhe entretanto as fotos dos nosso passaporte, quer da página de identificação que da do visto que nos permitiu a entrada no país. Ficamos então a aguardar com tranquilidade a resolução da situação durante a nossa estadia na cidade e o 7º dia útil de permanência ainda demorava para chegar. Neste dia de transferência de Moscovo para S. Petersburg o nosso filho André fazia 14 anos. Quase todos os anos estamos em viagem nesta data. Pensamos que lhe estamos a transmitir conhecimento e informação para o preparar melhor para a vida adulta quando viaja connosco. Claro que ele se queixa de quase nunca ter festa de anos porque nesta altura de verão os amigos estão quase todos de férias. Todos os aniversariantes gostam da sua festa comemorativa mas sabemos também que ele gosta muito de viajar e aprecia os detalhes das diversas características sociais e culturais de cada país. Tentamos incluir nos roteiros sempre algo que vá ao encontro das suas expectativas. Como chegamos tarde nesse dia apenas conseguimos fazer um reconhecimento rápido de alguns pontos da cidade, pois o objetivo principal era encontrar um restaurante agradável para comemorar o aniversário do André. Sem conhecermos nada fomos deambulando pela cidade cansados e
dias úteis. Envie-lhe entretanto as fotos dos nosso passaporte, quer da página de identificação que da do visto que nos permitiu a entrada no país. Ficamos então a aguardar com tranquilidade a resolução da situação durante a nossa estadia na cidade e o 7º dia útil de permanência ainda demorava para chegar. Neste dia de transferência de Moscovo para S. Petersburg o nosso filho André fazia 14 anos. Quase todos os anos estamos em viagem nesta data. Pensamos que lhe estamos a transmitir conhecimento e informação para o preparar melhor para a vida adulta quando viaja connosco. Claro que ele se queixa de quase nunca ter festa de anos porque nesta altura de verão os amigos estão quase todos de férias. Todos os aniversariantes gostam da sua festa comemorativa mas sabemos também que ele gosta muito de viajar e aprecia os detalhes das diversas características sociais e culturais de cada país. Tentamos incluir nos roteiros sempre algo que vá ao encontro das suas expectativas. Como chegamos tarde nesse dia apenas conseguimos fazer um reconhecimento rápido de alguns pontos da cidade, pois o objetivo principal era encontrar um restaurante agradável para comemorar o aniversário do André. Sem conhecermos nada fomos deambulando pela cidade cansados e
esfomeados demos por nós em frente ao restaurante Prospekt que se
anunciava com um cartaz de uma dama vestida de forma clássica, tipo realeza.
Para entrar eram necessário descer uns degraus, existem vários na cidade assim.
Como ficava infradesnivelado em relação ao passeio era fácil olhar para o interior
e contemplar a sua beleza que transbordava logo a partir das janelas que eram
autênticas montras decoradas. Tratava-se de um restaurante russo com uma ementa
com iguarias locais de fazer crescer água na boca. Escolhemos apenas pratos
típicos pois ainda não tínhamos conseguido deliciar-nos com comida russa. Não
podia faltar o caviar vermelho, o verdadeiro estrogonof e o frango à Kiev. Uma delícia
servida por uma senhora trajada de forma clássica, como de fosse uma data da
década de 20. Nessa noite ainda fomos espreitar
o Hermitage, o complexo do
parlamento e a ponte Dvortsovy, uma das que se abrem à noite, entre a 01 e as
05 horas da manhã para deixar passar os navios e causar grandes transtornos ao
trânsito da cidade. Haveríamos de voltar a esta zona da cidade para uma visita
mais pormenorizada. Em Saint Petersburg existem alguns atrativos que não se
podem mesmo deixar de visitar, são eles o Hermitage, o Palácio Petershof, a
catedral de São Pedro e São Paulo, a Catedral de S. Isaac e a Catedral de Cazã,
pelo menos. Hei-de voltar a cada um destes temas durante a visita particular a
cada um deles. O primeiro dia na cidade foi aproveitado para visitar os
principais canais da cidade, a famosa rua Nevky, que teve como intensão na sua
construção destronar
a Avenida dos Campos Elísio em Paris, mas não conseguiu,
nem pela sua atratividade nem pelo glamour que não pode ser nunca conquistados
aos chans elysee. É uma avenida com 4 Kms que tem início na praça do Hermitage
e que constitui a coluna vertebral da cidade. É a partir dela ou das suas
transversais que se encontram-se a maior parte das atrações da cidade,
nomeadamente o museu do chocolate, o museu do Stroganov, a catedral de S.
Salvador ou do Sangue derramado manda erguer
no local onde foi assassinado o Czar
Alexandre II. Trata-se de uma magnífica catedral ortodoxa muito parecida em
termos de arquitetura à Catedral de S. Basílio em Moscovo, ganhando a outra
pelo local onde se encontrar e pelas cores com que foram revestidas as suas
paredes externas muito mais vivas e atrativas. As filas para entrar eram enormes
pelo que decidimos visitá-la virtualmente pela internet uma vez que já tínhamos
por estes dias um vasto currículo de catedrais. Próximo da rua transversal da
avenida Nevsky que nos leva à catedral encontra-se e o Palácio do Kazan. Nesta
longa caminhada fizemos uma pausa para almoçar descobrindo outra vez por acaso,
um restaurante muito agradável que anunciava cozinha europeia e georgiana.
Decidimos
entrar e consultar a carta que nos disponibilizava uma grande
variedade de pratos. Como o restaurante Prospekt este também era acessível por
umas escadas e por dentro predominavas os tons castanhos e vermelho escuro
dando a impressão de nos encontrarmos numa pequena gruta. Fomos muito bem
servidos por um simpático cidadão do Uzbequistão que nos sugeriu provar uma
carne deliciosa que foi servida num prato de barro e adornada com queijo
derretido caseiro da Geórgia e ervas aromáticas, Degustamos ainda uns
magníficos cogumelos recheados e uns legumes grelhados, No final o simpático
colaborador quis saber as nossas origens e trouxe-nos um livro que tem para o
efeito onde pede a cada cliente oriundo de um determinado país que deixe
registada a sua presença, com um pequeno texto, um desejos, umas
simples
palavras que ele pede que sejam escritas na língua de cada país, um género de
livro de visitas, o que num restaurante é muito original. O nosso segundo dia
em S. Petersburg amanheceu com sol e depois de muita pesquiza e leitura na
noite anterior achamos que seria o dia ideal para visitar o Palácio de
Petershof. As recomendações eram para se ir ao palácio num dia de sol porque o
brilho das estátuas alcançava outra beleza se banhadas pelo sol. Fomos de metro
até Avtovo (linha 1 (vermelha)). Esta é uma estação que merece uma visita pois
é um autêntico museu no sub-solo. Na frente da estação, mas no passeio
contrário encontram-se as paragens dos autocarros que vão para Fontany, a
região ondse encontra o palácio. Os números dos autocarros são o 200 ou o 210
e o preço é de 60 rublos por bilhete. Existem ainda pequenas carrinhas vans que
fazem o mesmo trajeto, nós fomos de autocarro pois este estava na paragem e foi
só entrar. Os bilhetes são comprados dentro do autocarro a uma senhora muito
simpática que se dirige aos passageiros para emitir os respetivos tickets (em Russo bilet). Ela
perguntou no seu russo nativo se a estação de destino é Fontany o que não é
fácil de entender à primeira vez, mas como mulher experiente que é pronuncia
logo de seguida Petershof e tudo fica resolvido. O percurso dura cerca de 1
hora e 30 minutos num transporte que para em todas as paragens e sem ar
condicionado. Estava um calor imenso no dia em que fomos pelo que a viagem foi
penosa e cheia de aromas menos adequados a suor dos muitos passageiros que têm
menos cuidado com a higiene. A chegada ao palácio não engana pois para além de
se avistarem centenas de pessoas nos passeios, vêem-se logos os muros e as
colunas de entrada do portão principal. Entrar e percorrer aquela artéria
principal é um deslumbramento para os olhos. Como estava muito calor decidimos ir
primeiro visitar a feirinha dos souvenirs que se encontra do lado esquerdo das
bilheteiras e comer alguma coisa num dos vários restaurantes de apoio. A
novidade aqui foi um delicioso pastel, tipo pastel de massa tenra recheado com
carne e ervas aromáticas que estava muito saboroso. Depois de confortado o
estômago fomos então tentar entender o sistema de compra dos bilhetes que é
tudo menos percetível. Sabíamos o que queríamos ver mas não conseguíamos
entender como explicar
e como comprar os bilhetes, pois nada está referido em
inglês. Chegados à bilheteira referimos que gostaríamos de visitar o palácio e
os jardins de baixo (lower gardens) e pagamos 700 rublos por cada adulto sendo
o bilhete do André gratuito. Depois de passarmos as barreiras de segurança à
entrada deparamo-nos com os magníficos jardins à esquerda e imensas filas
juntos ao palácio. Inicialmente julgamos que seria a fila para entrar no
palácio mas logo percebemos que não porque existiam tabelas com preços à
entrada da porta, deduzimos que seria a fila para visitar outras atrações. Mais à frente outra fila e aí decidimos questionar o segurança que nos tentou
explicar que para visitar o palácio era necessário adquiri um novo bilhete.
Ficamos
desolados pois tínhamos acabado de perceber que o bilhete que compramos
não servia para entrar no palácio e era apenas para visitar os jardins. Não nos
apeteceu gastar mais dinheiro e decidimos aproveitar o deslumbramento daqueles
magníficos jardins cuja beleza é difícil explicar por palavras. As estátuas
douradas, os repuxos de água, a ligação com os jardins e o canal principal que
liga toda a estrutura ao golfo da Finlândia que se avista ao fundo.
Contemplamos aquela beleza que não deixa ninguém indiferente. Fomos até junto
ao mar para sermos tocados pela brisa fresca que vinha do mar e perdemo-nos
pelos imensos jardins onde não faltam atrativos com mais de 120 fontes de água,
cascatas e jardins. Este palácio que fica a cerca
de 30 km do centro da cidade
de S. Petersburgo, numa localidade com o mesmo nome, foi mandado construir pelo
Czar Pedro o grande entre 1714-1725 encontra-se classificado, tal como
S.Petersburg, como património da Unesco. Conta a história que o que esteve na
origem da construção deste palácio foi a vitória na batalha de Poltava em que
Pedro conseguiu repelir as tropas de Carlos XII da Suécia, assumindo assim o
Golfo da Finlândia e controlando desta forma a franja litoral entre Diuna
Ocidental e Vyborg que os Russos consideram a porta de entrada para o ocidente
e considerado estratégico na época para o desenvolvimento do país. Para
celebrar esta grande vitória nada melhor do quer construir um sumptuoso palácio
que deveria rivalizar com os faustoso palácios dos soberanos ocidentais,
constituindo também o símbolo do seu poder autárquico.
No regresso decidimos
apanhar uma mini Van na esperança de que a viagem fosse menos demorada e mais
ainda, por esperar que fosse mais confortável que o autocarro onde não se
aguentava com tanto calor e maus odores. O preço foi de 70 rublos, mais 10 que
no autocarro, mas ar condicionado não existia e para comprar os bilhetes foi
uma aventura pois o motorista não se quis incomodar por não nos entender.
Salvou-nos uma jovem passageira que serviu de tradutora dizendo que podíamos
entrar e que os bilhetes se compravam dentro da carrinha. Sentámo-nos e logo
fomos abordados pelo motorista, em tom agressivo, deduzi que era para comprar
os bilhetes, que aqui neste transporte se compravam diretamente ao condutor,
quer com o veículo parado quer em andamento como constatamos mais tarde. A
viagem foi aterradora tal era a velocidade e a condução deste motorista louco.
Fazia tangente aos outros carros e acelerava nas retas para travar a fundo
quando os semáforos caiam para vermelho. Apesar da loucura da condução chegamos
sãos e salvos à estação do metro e decidimos aproveitar para ir até à estação de
Admiralteyskaya (linha 5, cor bordeaux) para conhecer e percorrer as maiores
escadas rolantes do mundo com 137,4 metro de cumprimento. De facto quer o metro
de SP quer de Moscovo são duas obras de engenharia magníficas quer em dimensão,
quer em profundidade quer na estética arquitetónica, provavelmente única no
mundo. Há enormes painéis em azulejos, candeeiros esculturais, pinturas e
frescos que são grandiosas e belas fazendo dos caminhos que se percorrerem a
dezenas de metros de profundidade, uma experiência que vale muito a pena. O dia
seguinte amanheceu quente e com céu limpo. Estivemos sempre à espera de mau
tempo desde o primeiro dia que chagamos mas fomos abençoados com dias quentes,
por vezes até com calor excessivo. Aproveitamos e fomos a pé até à Catedral de
São Pedro e São Paulo. Apesar e ser longe
queríamos sentir a cidade, cheirá-la,
ouvi-la. A bela Moscovo não dava prazer ouvir pois a dimensão e cumprimentos
das avenidas permitia que os carros acelerassem a alta velocidade fazendo um
ruido incomodativo. Sentimos que nas duas cidades se anda depressa de mais,
parece que não há respeito pelo limite das velocidades. Quer numa quer não
outra cidade é impensável atravessar uma avenida sem ser pelas passadeiras com
o semáforo devidamente verde para os peões ou pela vias de acesso pedonais que
se fazem por debaixo do chão. Não vale a pena arriscar. Atravessamos a ponte
Dvortsovy e já na outra a margem do grande canal ainda percorremos uns bons
quilómetros até chegar à Catedral. Pelo facto de as cúpulas se verem muito bem
a grande distância fica-se com a falsa perceção de que a distância é menor. Mas
o trajeto
fez-se tranquilo, parando para descansar do cansaço e da intensidade
do sol nos belos jardins. É
também a descansar que se observam detalhes e
pormenores que de outra forma seriam ignorados. É o caso das sessões
fotográficas das muitas noivas que se encontram por toda a cidade em qualquer
dia e a qualquer hora. Não com conseguimos perceber porque se casa nesta terra
em qualquer dia seja de manhã seja de tarde. Não é uma crítica mas apenas uma
observação, pois nos portugueses estamos ainda formatados para os casamentos
aos fins-de-semana ou dias feriados. Foi interessante contemplar as sessões
fotográficas dos noivos e o ritual dos fotógrafos, como foi delicioso observar
o comportamento dos mega agrupamentos de turistas orientais, com a sua
desinibição características acotovelando-se para a melhor posição para a
fotografia. Depois de muito andarmos chegamos finalmente ao recinto onde se
encontra a catedral.





